Prefeitura recupera trechos de areia e vegetação nativa da orla do Bessa

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A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio das Secretarias de Meio Ambiente (Semam) e Infraestrutura (Seinfra), está finalizando a recuperação da vegetação nativa e da areia de praia no Bessa, na área onde antes funcionavam oito quiosques. As construções estavam instaladas há vários anos em área pertencente ao patrimônio da União, e após decisões e acordos judiciais foram retiradas. O trabalho de recomposição da areia deve ir até o começo da próxima semana.

Cinquenta caminhões de areia fluvial serão necessários para recuperação de pouco mais de um quilômetro de praia no Bessa. Para tanto, está sendo depositada areia de rio, que normalmente é o material levado pela natureza para as praias. Essa areia tem compatibilidade granulométrica, ou seja, os grãos são do mesmo tamanho que outros sedimentos da praia.

Após a o processo de recomposição da areia os técnicos da Semam plantarão no local trinta mudas de coqueiros e vinte de guajirus. “Depois de colocada a areia será feita à recomposição da vegetação nativa. Essa vegetação vai fixar a areia, impedindo a ação do vento e garantindo o habitat da fauna local”, explicou o geógrafo Euzivan Lemos, chefe da Divisão de Estudos e Pesquisas da Semam.

Degradação – Durante a ocupação da área pelos bares, a areia da praia foi alterada (compactada), além de retirada à vegetação. O local sofreu ainda com os resíduos de diversos materiais de construção depositados.

A nova areia depositada no local está sendo espalhada manualmente, ficando compatível com a altura da calçada e de outros depósitos naturais existentes. A própria água do mar, com o tempo, vai realizar o processo de compatibilidade química, e essa areia será incorporada definitivamente à paisagem do local.

Acordo – A Prefeitura de João Pessoa conseguiu solucionar um antigo problema na orla da Capital quando assinou, no dia 6 de dezembro do ano passado, um acordo com os proprietários de oito quiosques localizados na Praia do Bessa. Os comerciantes assinaram o documento que possibilitou a continuidade do ‘Projeto Orla’ executado pelo Governo Federal com apoio das prefeituras de cidades costeiras. Cada comerciante foi indenizado com a quantia de R$ 100 mil reais por equipamento comercial desativado.