Prefeitura vai relocar famílias que moram em áreas de risco

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Cento e trinta e uma famílias que se encontram em áreas de risco na capital serão realocadas para abrigos da prefeitura nos próximos dias. A decisão foi tomada após reunião com secretários e representantes das secretarias de Infraestrutura (Seinfra), Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e Social (Sedes), Guarda Municipal, Defesa Civil, Orçamento Democrático, Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans) e a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur).

Segundo a diretora de organização comunitária da Sedes, Cassandra Figueiredo, essas famílias deverão ser realocadas o mais rápido possível, tendo em vista o alto risco de desabamento de suas casas. “As famílias serão retiradas desses locais e levadas para abrigos que a prefeitura está providenciando. Elas receberão toda a assistência por parte da prefeitura e serão acompanhadas por assistentes sociais. Todo esse trabalho que a Secretaria de Desenvolvimento Social, juntamente com a Defesa Civil, vem realizando consiste em minimizar os problemas causados pelas chuvas na capital e evitar que maiores tragédias aconteçam,” ressaltou.

O problema foi constatado após uma equipe técnica da Defesa Civil do município realizar vistoria em seis áreas de risco na capital. Todas as 131 construções em risco eminente de desabamento se encontram nas comunidades do Alto do Mateus, Rangel, São Judas Tadeu, São José, Renascer e Saturnino de Brito, que tem o maior número de casas, 49.

Equipes da Guarda Municipal, juntamente com assistentes sociais e agentes dos conselhos tutelares, estarão de prontidão para o caso das famílias se recusarem a deixar suas residências.

Durante a reunião, foram formadas várias comissões, entre elas, uma comissão geral que vai encaminhar as ações; outras que serão responsáveis para fazer o transporte e remoção dessas famílias, dar auxílio emergencial e alimentação; e uma para articulação com as comunidades, que será organizada pelos delegados e articuladores do Orçamento Democrático.

Outro problema discutido foram os alagamentos, que afetam 168 famílias em sete localidades da capital. Segundo Cassandra Figueiredo, essas famílias também serão levadas para abrigos da prefeitura e retornarão às suas casas assim que a água baixar.

A reunião aconteceu no gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), no Centro Administrativo Municipal (CAM), no bairro de Água Fria.