Prevenção de hepatites virais é discutida em encontro regional

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Começou na manhã desta quarta-feira (26) o Encontro Norte-Nordeste de Ong’s que trabalham com pacientes com hepatites virais. O evento está acontecendo no auditório do Hotel Caiçara, em João Pessoa e conta com a participação do Programa DST- Aids, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Até a próxima sexta-feira (28), representantes de 23 Órgãos-Não-Governamentais discutem e trocam experiências sobre formas de prevenção, combate à doença, diagnóstico e capacitação de profissionais da área de saúde.

O coordenador do Centro de Testagem e Aconselhamento de DST-Aids (CTA), Roberto Maia, disse que na Capital é realizado um trabalho em parceria com as Ong’s e que vem dando resultados positivos dentro das comunidades. “Anualmente, a prefeitura investe cerca de R$ 150 mil em recursos descentralizados para as entidades que trabalham com a hepatite e as DST-Aids. Essa é uma forma de controle social e de estabelecer parâmetros da doença na Capital”, explicou.

Além disso, a Prefeitura de João Pessoa também investe na capacitação dos profissionais das Unidades de Saúde da Família (USF). “As equipes já começaram o treinamento, que vai se estender por mais três semanas. Com os profissionais mais capacitados, será mais fácil identificar, diagnosticar e tratar a doença”, ressaltou Roberto.

O CTA também oferece o teste gratuito para a população, sem a necessidade de encaminhamento por um PSF. “Funcionamos das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira. O diagnóstico inicial possibilita um melhor controle dos sintomas da hepatite”, explicou o coordenador do CTA.

Outro problema enfrentado pela Saúde é a falta de uma triagem precisa dos casos da doença. Na Capital, em 2008 foram registrados 173 casos de hepatite B e até outubro de 2009 foram diagnosticadas 160 pessoas com a doença. Já a hepatite A manteve-se na média no comparativo com o mesmo período, sendo 102 casos em 2008 e 101 em 2009. O tipo C, o mais grave da doença, teve 09 registros em 2008 e 10 em 2009.

“Esses números não refletem a realidade. Acreditamos que os dados reais sejam quase três vezes mais, já que muitos não sabem que podem estar com a doença, porque ela dificilmente apresenta sintomas e quando isso ocorre, ela já está em nível muito avançado. Por isso, a prevenção é o melhor caminho”, revelou Roberto.