Primeira etapa do Sim, eu Posso é encerrada nesta quarta-feira

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Depois da experiência de entrar em uma sala de aula sem reconhecer as letras e sair lendo frases inteiras, 67 alunos do programa de alfabetização “Sim, eu Posso”, da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), recebem nesta quarta-feira (19) o Certificado de conclusão do curso. A entrega dos certificados acontece às 19h, no auditório da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano.

Na última aula do programa, ocorrida no dia 10 deste mês, duas alunas adultas leram em público seus primeiros escritos. Foram pequenos bilhetes em que expressavam a alegria em estar aprendendo a ler e escrever. “Assim, estava saindo da escuridão da ignorância e alcançando a luz do conhecimento”, disse uma delas. O grupo concluinte é formado por 18 homens e 49 mulheres, com idades acima de 20 anos.

Ampliação – Diante do sucesso das primeiras turmas do ‘Sim, Eu Posso’, a Prefeitura, através da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), vai ampliar o programa para outras escolas da cidade. Está prevista a expansão do programa para os demais bairros de João Pessoa, com uma média de 50 turmas ou mais. O trabalho deverá envolver a participação de outras secretarias municipais, como Secretaria do Desenvolvimento Social (Sedes) e Orçamento Democrático (OD), para ampliar a abrangência do programa, informou a coordenadora do ‘Sim, Eu Posso’ no município, Luciana Barbosa de Sousa.

Projeto Piloto – Empregando a técnica que associa números e letras, as aulas são exibidas em vídeos, de segunda a sexta-feira, com duração de 1 hora e meia por noite. Na atual fase do programa, elas aconteceram nas escolas municipais Tharcilla Barbosa da Franca, no Grotão, e na Antenor Navarro, no Gervásio Maia. Ao todo, foram 45 dias de aulas para cada uma das seis turmas formadas nesse primeiro momento, composta, no máximo, de 15 alunos.

O programa – O ‘Sim, Eu Posso’, ou ‘Yo, Si Pudeo’, foi elaborado pelo Instituto Pedagógico Latino-Americano y Caribeño (IPLAC), de Cuba, com a finalidade de erradicar o analfabetismo da América Latina. O programa foi utilizado por vários países, como Bolívia, Argentina, Timor Leste, Canadá, Espanha, Equador, dentre outros. Com edição em 13 idiomas, ele ganhou prêmio Rey Sejong, instituído pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), nos anos 2002, 2003 e 2006, por promover a erradicação do analfabetismo no mundo.