Processo de alfabetização na Rede Municipal ensina os primeiros passos no processo de leitura e escrita

Por Alexandre Quintans - em 309

Os professores da Rede Municipal de Educação de João Pessoa vêm observando a importância de uma criança estar desde cedo envolvida em um ambiente alfabetizador. Esse trabalho de alfabetização já inicia nas creches do município onde recebem crianças a partir dos seis meses de idade. Um trabalho de muita dedicação que é celebrado nesta quarta-feira (14) quando é comemorado o Dia Nacional da Alfabetização.

“Alfabetizar para mim é esse processo de ler e compreender o que está lendo, e não só decodificar. Mas tudo isso é um processo longo onde devemos respeitar o tempo de cada criança, mas precisamos oportunizar para elas condições que compreendam esse processo”, disse a coordenadora da Educação Infantil da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), Francineide Ribeiro.

Francineide explicou que uma criança de seis meses quando chega em uma unidade de ensino começa a vivenciar o processo de contação de história, espaços que podem estar explorando a leitura, mesmo que seja uma leitura de mundo, respeitando cada faixa leitura e seu ritmo de aprendizagem.

Brincadeiras com palavras, rimas, cantigas e leitura de livros infantis fazem parte de todo esse processo que é construído aos poucos durante a fase da educação infantil.

As crianças da rede municipal quando saem das creches para iniciar no Ensino Fundamental, já saem pré-alfabetizadas, uma vez que nas creches elas já aprendem a ter uma relação com o uso social da leitura e da escrita.

Primeiras palavras – para estimular a leitura, a escrita e os primeiros contatos com a literatura infantil para alunos da Educação Infantil e do Ciclo de Alfabetização, que vai do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental I, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Sedec, lançou esse ano o projeto ‘Geração Alfabetizada’ que trabalha a alfabetização na perspectiva do letramento.

O projeto também busca despertar o gosto pela leitura, promover momentos de interação entre os alunos através das histórias contadas, realizar leituras visuais através de gravuras, além de oferecer subsídios para que ao término do ciclo de alfabetização, o aluno possa ler, escrever e interpretar textos, estimular a oralidade e a escrita.

Jacenilda Medeiros Nascimento Freire é professora polivalente há sete anos e é uma das responsáveis pelo processo de alfabetização de uma das turmas do 1º ano da Escola Municipal Monteiro Lobato, no bairro Costa e Silva. “É o maior presente quando você consegue alfabetizar o aluno e deixar ele pronto para avançar para a próxima etapa da alfabetização. Quando eu vejo uma criança que chegou ali em uma concepção que tinha só seu universo de escrita e agora o vejo formando as palavras… não tem preço que pague no mundo. E a gente fica naquela curiosidade de saber como ele está indo no outro ano”, falou a professora.

Processo esse já alcançado pela aluna da turma da professora Jacenilda, Lívia Andriele, de 7 anos. “Eu adoro ler. E aprendi aqui nessa escola. Já sei escrever meu nome também”, disse ela.

Os professores utilizam diversos recursos como a ‘Chamada viva’ com os nomes próprios dos alunos, calendário, alfabeto ilustrado, leitura dos números, jogos lúdicos, entre outros.

Um trabalho de muito amor de dedicação dos profissionais que fazem a educação. “Eu gosto do que faço. Se você não gostar, o negócio não vai”, finaliza a professora Jacenilda.