Produção agiliza elementos cênicos para a Paixão de Cristo

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O processo de produção dos elementos cênicos do espetáculo ‘Maria Canta a Paixão’ está em estágio bastante avançado, com a construção de 136 figurinos, entre coroas, elmos, máscaras, armaduras, vestidos, esculturas de animais e símbolos do império romano. Todo esse material vem sendo confeccionado por aderecistas, figurinistas, costureiras e artesãos, com a finalidade de garantir o sucesso do espetáculo que a Prefeitura de João Pessoa (PMPJ) promove desde o início da atual gestão, por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope).

As encenações acontecem a partir do próximo dia 19 até o domingo (23), numa estrutura com capacidade para 2.500 pessoas sentadas, montada na parte interna do anel viário da Lagoa do Parque Solon de Lucena, na Rua Diogo Velho. Serão oito sessões com entrada gratuita, por ordem de chegada, divididas em uma apresentação nos dois primeiros dias do evento, sempre às 19h, e duas outras nos três dias subseqüentes, às 19h e 21h30.

Produção – Na construção das peças a equipe utiliza materiais como espumas de poliestireno, papel de sapateiro, bijuterias, couro, pedras, rendas, metais e tecidos. Já as louças serão feitas a partir de papel-cartão e cobertas com tecido. A composição das peças é baseada na idade média e arte barroca, com uma diversidade de figurinos e personagens, com elementos de cena divididos em três universos: o coro, os bonecos resinados e o samba.

Os figurinos das personagens das três Marias mostram uma riqueza de detalhes, desenvolvidos com um trabalho manual minucioso e original. As roupas dos atores que interpretam os anjos Gabriel, Rafael e Miguel também são ricas esteticamente, o mesmo acontecendo com animais e emblemas do império romano, simbolizados por águias construídas a partir de isopor. São duas águias, oito leões, duas ovelhas, um burrinho e uma vaca revestidos com papel laminado na cor dourada e produzidos pelos escultores/aderecistas Aristides Medeiros e Walfrido Dias.

Cenografia – O arquiteto Jorge Santana, mais conhecido no meio artístico como ‘Jorge Bweres’, é o responsável pela cenografia do espetáculo, que faz uma alusão aos desfiles das escolas de samba, procissões e manifestações populares de rua.

Um dos elementos utilizados no formato é um carrinho que transporta as personagens das três Marias, pois faz referência ao movimento que o próprio espetáculo sugere, com materiais leves que possibilitam deslocamentos lineares, numa estrutura de passarela onde as cenas acontecem, além de construções e ambientações móveis, como o ‘Templo dos Sacerdotes’ e os palácios de Pilatos e Herodes.

O espetáculo
– Com dramaturgia de Diógenes Maciel e direção de Antônio Deol e Duílio Cunha, o espetáculo de aproximadamente uma hora de dez minutos de duração é baseado no texto de autoria das arte educadoras Luiza Barsi e Helena Madruga. A direção musical é do maestro Eli-Eri Moura, que coordenará a orquestra, um coro formado por 20 mulheres e mais oito solistas e dez instrumentistas.

Jorge Bweres diz o que espera da encenação deste ano. “A expectativa em relação ao espetáculo é a melhor possível, principalmente porque este ano acontece na Lagoa, um local de fácil acesso, além de ser um cartão postal da Capital, a ainda pelo formato que remete a um dinamismo cênico muito interessante”.

Mais informações pelos telefones 3218-9812 e 3218-9811 ou na sede na Funjope, localizada na Praça Antenor Navarro, n° 06, no Centro Histórico da Capital.