Projeto de contenção da falésia do Cabo Branco em fase final

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O projeto de estudo de contenção da erosão na falésia do Cabo Branco está em fase de conclusão. A equipe de pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está na etapa final do estudo da biologia marinha, para então elaborar os relatórios de impacto ambiental.

A previsão inicial da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Seman) da Capital é de que todo o estudo seja concluído até o final do mês de dezembro. Os indicadores técnicos servirão de base na elaboração do projeto de intervenção para a contenção da falésia do Cabo Branco. O prazo dado pelo Ministério da Integração Nacional para a realização dos trabalhos encerra em junho do próximo ano.

O secretário de Meio Ambiente, Antônio Augusto de Almeida, ressaltou que a partir desse estudo será indicada a melhor solução para a falésia. “Os estudos estão sendo conduzidos de forma a indicar soluções que reduzam em até 70% a erosão na área com o menor impacto tanto ambiental quanto paisagístico. O que precisamos é controlar a erosão”, disse.

Os estudos levam em conta os impactos na parte física do oceano e o estudo da biologia marinha existente em toda a extensão da falésia. A pesquisa abrangeu os estudos oceanográficos com avaliação das correntes marinhas, intensidade das ondas, altura das marés, profundidade do mar, temperatura das águas e intensidade e direção dos ventos. Nesta área se constatou que a erosão é maior em trechos onde existem arrecifes na faixa de 600 metros distante da falésia com aberturas que facilitam a passagem dos ventos. No campo da biologia marinha, segundo o secretário de Meio Ambiente, Antônio Augusto de Almeida, foram identificadas conchas enormes e a descoberta de espécies não identificadas cientificamente na área pesquisada.

Orçado em R$ 622 mil, sendo R$ 560 mil provenientes do Governo Federal e R$ 62 mil da própria Prefeitura, o projeto de estudo de contenção da erosão na barreira do Cabo Branco conta com uma equipe formada por 20 profissionais, entre biólogos, antropólogos e oceanográficos, entre outros pesquisadores, das universidades federais da Paraíba (UFPB), Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco UFRPE), federais do Ceará (UFCE) e Rio Grande do Sul (UFRGS).