Projeto ensina auriculoterapia a crianças da rede pública de ensino

Por Rebeka Paiva - em 436

D R T .R J . 15855.Ivomar Gomes Pereira.

Trabalhar o autocuidado e incentivar o cuidado com os outros. Esse é o objetivo do projeto Pequenos Terapeutas, que ensina auriculoterapia e os princípios da medicina tradicional chinesa às crianças da rede pública de ensino. O projeto foi idealizado pelos residentes de Psicologia e Terapia Ocupacional da Unidade de Saúde da Família (USF) Nova Esperança, em Mangabeira, e finalizou sua primeira turma nesta sexta-feira (20).

De acordo com o idealizador, o psicólogo residente da USF Nova Esperança, Marcos Deparis, o projeto foi pensado após o interesse na auriculoterapia e seus benefícios em uma das crianças atendidas por ele na unidade. “Durante nosso tratamento, chegamos ao ponto de trabalhar com auriculo e isso não só fez bem na evolução do paciente, como ele se mostrou interessado em tratar os outros com a terapia também. Então, resolvemos montar o projeto e trouxemos para a escola, que é vizinha da unidade”, conta o psicólogo.

Nesta primeira turma, foram formadas 32 duas crianças, com idades entre seis e nove anos, da Escola Estadual Rita de Miranda. O curso foi dividido em sete momentos com duração de 1h45 cada, com aulas práticas e teóricas. Nesta sexta feira (20) para o encerramento, as crianças realizaram uma prova teórica, colocaram em prática o aprendizado nos próprios pais e/ou responsáveis e ao final receberam um certificado de conclusão o curso.

D R T .R J . 15855.Ivomar Gomes Pereira.

“O curso trabalha a relação do corpo com as emoções e a importância de cuidar e lidar com elas. No curso, trabalhamos as emoções de raiva, medo, tristeza, preocupação e ansiedade, e suas associações com o corpo, ensinando os alunos a localizar na orelha pontos de auriculoterapia para amenizar o descontrole delas, introduzindo aí a prática do cuidado entre eles e os familiares”, explica Marcos Deparis, psicólogo e idealizador do projeto.

Um dos alunos que conclui o curso foi Miguel da Silva, de sete anos. “É muito bom aprender uma coisa diferente, eu gostei bastante e quero fazer em todos, pra que todo mundo fique bem”.

Essa foi a primeira turma do projeto, que deve ser expandido para outras séries e escolas. “A diretora da escola já conversou conosco para fazer com a turma do sexto ano e outra escola aqui do bairro também já demonstrou interesse em levar o projeto para as crianças. Ficamos muito felizes em saber que está dando certo e que as crianças estão interessadas, esperamos que elas realmente utilizem o aprendizado para cuidar do próximo, que é algo tão importante nos dias de hoje”, conclui Marcos Deparis.