Projeto Que tal, Quinta? traz escritor e poeta moçambicano Mia Couto

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O escritor e poeta moçambicano mais traduzido para o mundo, Mia Couto, será tema do ‘Que tal, Quinta?’ deste mês, que excepcionalmente vai se estender durante dois dias. Nesta quinta-feira (18) o evento começa com um debate, a partir das 18h, na Sala Funjope, com a participação das professoras e pesquisadoras da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Elisalva Madruga e Flávia Maia. Na sexta-feira (19) o escritor estrangeiro estará na capital paraibana, participando de um bate-papo informal na Estação Cabo Branco – Ciência Cultura e Artes, das 15h às 19h. A realização é da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

Além do debate com as duas convidadas sobre o trabalho desenvolvido por Mia Couto, o ‘Que Tal, Quinta?’ vai exibir na quinta-feira o documentário “Mia Couto – O Desenhador da Palavra”, dirigido por João Ribeiro e Hudson Vianna. O filme é um longa-metragem que faz um retrato íntimo sobre os vários “eus” do escritor e a visão de Moçambique por meio do olhar de quem redige aquilo que ousou sonhar. A Sala Funjope funciona no terceiro piso da sede da Funjope, localizada na Rua Duque de Caxias, nº 352, no Centro da Capital.

Na sexta-feira, o poeta e escritor Mia Couto fará um bate-papo informal no Salão Panorâmico da Estação Cabo Banco. Durante o encontro, que vai das 15h às 19h, também estarão disponíveis para a venda os livros do autor moçambicano.

Mia Couto – Em muitas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana. Para isso, utiliza o léxico de várias regiões do país e produz um novo modelo de narrativa africana. “Terra Sonâmbula” é o primeiro romance do autor, publicado em 1992. O escritor ganhou o Prêmio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995. O trabalho foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué.

‘Que Tal, Quinta?’ – Os encontros de literatura e artes acontecem mensalmente, sempre com dois ou mais convidados para uma conversa com o público. Cada convidado fará uma apresentação, pautando conceitos e provocações literárias, seguindo a estrutura de perguntas e respostas. Em sequência, há a participação da platéia. O evento terá um caráter aberto e lúdico, e pode conter apresentações, recitais, exibição de vídeo, lançamento de obras e sorteios de livros.

Com este novo projeto, a Funjope objetiva criar um ponto de contato entre autor e público e incentivar mais interação entre autores locais e nacionais, além de estabelecer o hábito de conhecer o autor, seu modo de criar, suas propostas e sua visão de mundo.