Projetos da prefeitura garantem mais qualidade de vida em JP

Por - em 38

A Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por intermédio da Emlur, vem desenvolvendo ações e políticas ambientais voltadas para o gerenciamento dos resíduos sólidos urbano. A maior parte do resíduo sólido produzido na cidade (lixo domiciliar, podas, entre outros) é destinada para o Aterro Sanitário Metropolitano, em Mussuré. No aterro o material é tratado. O objetivo da gestão municipal é melhorar cada vez mais o manejo dos resíduos, preservando o meio ambiente e garantindo mais saúde e qualidade de vida para a população.

Entre essas ações já colocadas em práticas pela Emlur pode-se apontar a implantação da Usina de Beneficiamento de Resíduos da Construção Civil (Usiben), o incentivo a coleta seletiva com o Projeto ‘Acordo Verde’ e os projetos de educação ambiental. Esse trabalho tem gerado um avanço na conscientização, o que torna a população cada vez mais exigente, ativa e crítica sobre a importância da preservação do meio ambiente, dando condições básicas e necessárias para que a vida de todos seja mais saudável.

Um exemplo disso é o entulho da construção civil e de demolições que muitas vezes ocupa a paisagem urbana e se acumula em terrenos, ruas e até dentro dos rios e canais.
Atualmente, esse material tem um lugar certo para seu destino final na capital paraibana. Inaugurada em 2007, a Usiben, único empreendimento público do Nordeste, aproveita o material cerâmico e concretício, resultante de reforma, ampliação e demolição das obras de edificações realizadas na cidade, e transforma em areia grossa, cascalhinho, brita e rachão, que vem sendo aproveitado pela Prefeitura na pavimentação de ruas e avenidas da capital, além de reparos em vias. Uma grande economia para o Poder Público.

A Usina tem capacidade de processar 20 toneladas de metralha por hora, evitando que esse material seja depositado em locais indevidos e em áreas de preservação ambiental. A Emlur pretende ampliar os serviços da Usiben com a construção de um galpão onde serão fabricados pré-moldados como blocos de tijolo, placas e tubos.

Esta semana, os engenheiros da Emlur apresentaram durante o 2º Seminário da Região Nordeste sobre Resíduos Sólidos, que está sendo realizado na Estação Cabo Branco- Ciência, Cultura e Arte, no Atiplano Cabo Branco, um estudo sobre o funcionamento e gerenciamento da Usiben.

Coleta Seletiva – A Emlur não só destina adequadamente o lixo urbano para o Aterro Sanitário Metropolitano, como incentiva a coleta seletiva na cidade e ações de educação ambiental, ensinando regras claras para a relação do homem com o meio ambiente.

Uma das alternativas para prática correta de descarte do lixo é a Coleta Seletiva, que consiste na separação de materiais que podem ser reciclados (papéis, metais, plásticos, vidros) do lixo orgânico (biodegradável). Atualmente, a cidade conta com quatro núcleos de coleta seletiva (Cabo Branco, Bessa, 13 de Maio e Jardim Cidade Universitária) e o centro de triagem do Aterro Sanitário, que atendem 19 bairros da Capital, o equivalente a um percentual de 30%, atingindo aproximadamente 314 mil habitantes.

Desde o início do projeto foram feitas a reestruturação dos quatro núcleos de triagem existentes na cidade, campanhas incentivando a população a fazer a separação dos resíduos gerados dentro de casa e a implantação do Projeto ‘Acordo Verde’, que faz a coleta seletiva porta a porta na Zona Sul da cidade.

Com essas medidas a produção de material reciclável aumentou de 14 toneladas/dia, em torno de 420 toneladas/mês, para 18 toneladas/dia, ou seja, 540 toneladas/mês em cinco anos. João Pessoa recolhe, por meio do programa de coleta seletiva 3% dos resíduos passíveis de reciclagem.

Acordo Verde – O projeto ‘Acordo Verde’ foi implantado em 2007 e atende quatro bairros da Zona Sul. Nele, o morador faz um acordo simbólico onde entra com a separação do lixo e a prefeitura com a coleta porta a porta feita pelos agentes ambientais, antigos catadores informais. Esse projeto garantiu a inclusão social dos agentes ambientais, ajuda na preservação do meio ambiente e contribui para deixar a cidade mais limpa e organizada.

Mais galpões de triagem – Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Prefeitura vai ampliar a coleta seletiva na cidade com a entrega de dois galpões de triagem totalmente equipados. Um deles já está pronto para funcionar e deve ser inaugurado até o final de setembro em Mangabeira VIII (Cidade Verde), conforme informações do superintendente da Emlur, Deusdete Queiroga Filho. Outro galpão está em fase adiantada de construção e fica localizado no Valentina Figueiredo.

Deusdete Queiroga informou ainda que devido ao compromisso da Prefeitura com os objetivos do PAC e a agilidade na construção dois galpões, o Ministério das Cidades aprovou a construção de mais dois galpões de triagem. “A nossa meta é cobrir toda a cidade com a coleta seletiva”, disse o titular da pasta.

Educação ambiental– A Emlur também desenvolve projetos com objetivo de despertar o interesse da população para a preservação do Meio Ambiente e consumo mais consciente, criando formas de sensibilizar a comunidade para o acondicionamento correto do lixo, de participar da coleta seletiva e de reaproveitar o lixo. Entre eles podem ser citados o projeto ‘Não vai pelo ralo’ que coleta óleo de cozinha usado para transformar em sabão ecológico. O objetivo é diminuir o impacto ambiental causado por esse produto, que depositado em local inadequado polui a água e o solo. A Emlur conta com parceria de ONGs, comerciantes, barraqueiros e entidades para recolher o óleo.

No período de verão, o projeto “Cidade Limpeza, Verão Beleza” alerta os banhistas e barraqueiros da orla para a necessidade de manter a praia limpa e o “Santo de Casa faz Milagres implanta a coleta seletiva mostrando como colocar o plástico no recipiente vermelho, o papel no azul, o vidro no verde e o metal no amarelo em instituições públicas e privadas, entidades da sociedade civil organizada, além das secretarias
municipais.