Projovem faz parceria para inserir alunos no mercado de trabalho

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O Projovem Trabalhador – Juventude Cidadã de João Pessoa está buscando parcerias com o objetivo de abrir postos de trabalho para os alunos beneficiados pelo programa. Dos 6 mil jovens que estão sendo atendidos em 19 cursos de qualificação profissional, pelo menos 30% devem ser encaminhados ao mercado por meio de emprego com carteira assinada, estágio, estímulo ao empreendedorismo ou formas alternativas de trabalho.

Na próxima quarta-feira (28), técnicos do programa vão participar de uma reunião com empresários na Câmara de Dirigentes Lojistas de João Pessoa (CDL) para apresentar o programa. Esse será o terceiro evento realizado com o objetivo de firmar parcerias.

Parcerias – De acordo com o coordenador de inserção do Projovem Trabalhador de João Pessoa, Elzário Pereira Júnior, o grande diferencial do Juventude Cidadã em comparação aos demais programas públicos que visam a capacitação é a inserção no mercado de trabalho. “Pelo menos 30% desses jovens terão que ser inseridos no mercado, seja como estagiários, trabalhadores com carteira assinada, empreendedores ou como prestadores de serviço. O empresário que se dispõe a entrar em parceria com o programa receberá uma mão de obra qualificada, pois os alunos encaminhados serão aqueles que mais se destacaram ao longo do curso”, explica.

Os empresários também podem entrar como parceiros antes das aulas acabarem, oferecendo espaço para as ações pedagógicas. “As aulas do Projovem encerram em outubro. Até lá, as empresas podem servir como continuidade das aulas, abrindo suas portas para esses estudantes, com a vantagem de poder avaliar o desempenho deles sem ter ainda vínculo empregatício”, explica.

Reuniões – Há um mês, a equipe do programa se reuniu com empresários do setor da construção civil e, na última quinta-feira (22), o encontro aconteceu no Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria da Paraíba (Sindipan), no Centro. Na ocasião, aproximadamente 30 empresários puderam conhecer o funcionamento do programa e a qualidade da capacitação oferecida aos alunos do Projovem.

Representantes de duas instituições estiveram presentes: Alquimia e Pró-Cidadania. Apesar de não haver arco ocupacional específico para o setor da panificação, por causa da programação do Ministério do Trabalho, os cursos existentes trabalham habilidades e ocupações que podem ser incluídas em diversas modalidades de empresas.

A Alquimia, por exemplo, oferece o arco Alimentação, no qual os alunos recebem noções de higienização, estoque, reposição e escolha de mercadoria, manipulação de alimentos, valor nutricional dos alimentos, entre outras. Segundo a assessora técnica Telma Virgínia da Silva Custódia, a instituição também buscou desenvolver ao longo do curso receitas voltadas para o mercado das padarias, como pães, bolos caseiros, biscoitos e sanduiches.

“Além disso, é necessário destacar que as instituições tiveram o cuidado de selecionar para a equipe de instrutores apenas técnicos especializados naquelas áreas. Em Alimentação, por exemplo, os professores são todos nutricionistas”, explica.

Já a Pró-Cidadania oferece cursos como os de Serviços Domiciliares, Joalheria, e Beleza e Estética que trabalham conhecimentos sobre atendimento ao público, também úteis em funções ofertadas pelas panificadoras. “A aula não fica apenas na teoria. Fazemos também visitas técnicas as lojas, supermercados e hotéis. Com a turma de Beleza e Estética estamos realizando agora visitas aos asilos para que eles possam aplicar o que estão aprendendo em sala de aula e, ao mesmo tempo, levar serviços diferenciados aos idosos”, explica o assessor técnico da instituição, Ricardo Melo.

Para os cursos do Projovem em João Pessoa, o Instituto Pró-Cidadania está disponibilizando 10 salas de aula, dois auditórios e laboratórios para os arcos de Beleza e Estética, Joalharia e Metalmecânica. “Há 16 anos em atuação, a instituição já formou 60 mil educandos. E dentro do Projovem, temos uma taxa de inserção no mercado de 40% a 45%”, afirma Ricardo Melo.

Sindipan – De acordo com o presidente do Sindipan, Romualdo Farias de Araújo, o setor é carente de mão de obra qualificada. “Em todo o Brasil, a estimativa é de um déficit de 25 mil trabalhadores qualificados”, informou. De acordo com ele, ainda não há dados sobre a situação na Paraíba. A estimativa é de que, no Estado, o setor da panificação gere pelo menos 12 mil empregos diretos, “Existem na Paraíba aproximadamente 1,2 mil padarias, com uma média estimada de 10 funcionários por estabelecimento. Isso sem contar as empresas informais”, explica Romualdo Farias. No Brasil, são 63 mil padarias e entre 600 e 800 mil empregados.

Para o presidente do Sindipan, o projeto Projovem Trabalhador renderá bons frutos em João Pessoa. “O mercado é muito carente de pessoas preparadas e toda iniciativa nesse sentido é bem vinda”, afirma. De acordo com ele, o próprio sindicato vem buscando amenizar o problema da falta de mão de obra e deve lançar, até o final do ano, uma escola técnica de panificação em parceria com o Senai. “Estamos na fase de licitação dos equipamentos. Quando ela estiver funcionando, podemos, inclusive, oferecer o espaço para as aulas do Projovem”, afirma.

O programa – O ‘Juventude Cidadã’ é um programa do Ministério do Trabalho e Emprego e é realizado por meio de convênio com a Prefeitura de João Pessoa. Os inscritos foram selecionados a partir dos critérios exigidos pelo Ministério, como: morar em João Pessoa, ter renda familiar de até meio salário mínimo per capita e idade entre 18 e 29 anos, além de estar cursando ou ter concluído o Ensino Fundamental ou Médio. Não são aceitos alunos que já estejam cursando universidade e que tenham trabalho com carteira assinada.

Informações sobre o programa o interessado deve procurar a sede da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável da Produção (Sedesp) na rua Cardoso Vieira, n° 85, bairro do Varadouro. O horário de atendimento é das 8 às 16h. Outras informações através do telefone:  3214-2812.