Reunião define preparativos do dia das Profissionais do sexo

Por - em 29

A Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para as Mulheres realiza nesta sexta-feira (07), às 15hs, no Paço Municipal, uma reunião para definir os preparativos para as comemorações alusivas ao Dia da Profissional do Sexo, que acontece no dia 2 de junho. As secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes), Saúde (SMS), Comunicação (Secom), Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Turismo (Setur), Esporte, Juventude e Recreação (Sejer), também participam da reunião.

De acordo com a secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Nezia Gomes, há seis anos a Prefeitura, a Associação das Profissionais do Sexo da Paraíba (Apros) e a Agência Ensaio de Fotojornalismo realizam uma série de atividades para comemorar o Dia Internacional das Profissionais do Sexo. “É um projeto cultural denominado: Somos o que Somos. Nesta reunião iremos definir toda a programação”, explicou.

Conscientização – Segundo a presidente da Apros/PB, Luzanira Silva, cerca de 500 profissionais trabalham na grande João Pessoa. Ela informa que a Associação tem desenvolvido diversas ações educativas junto as mulheres. “Nosso contato é diário e nosso trabalho é de orientá-las quanto às doenças sexualmente transmissíveis, assim como informá-las quanto à violência contra a mulher”, afirmou.

Sobre a data comemorativa, Luzanira Silva entende que é importante ocorrer a comemoração através de um projeto cultural, o “Somos o que Somos”. “Este ano vamos dar continuidade a esta festa, que acontecerá na rua da Areia , no Centro, com a participação de artistas, cirandas e a famosa Corrida da Calcinha”, complementou. A reunião com as secretarias parceiras do evento está agendada para acontecer às 15 horas, na sala de reunião da Secretaria da Mulher, localizada no Paço Municipal – Centro.

Dia Internacional da Prostituta – A data é marcada no dia 2 de junho porque, em 1975, 150 profissionais do sexo ocuparam a igreja de Saint-Nizier, na França, e protestaram contra multas e detenções. As mulheres exigiam que o seu trabalho fosse considerado tão útil à França como outro qualquer. Outras 200 prostitutas percorreram as ruas de carro distribuindo folders, com denúncias de que eram vítimas de perseguição policial, o que as impedia de trabalhar. Uma carta foi enviada ao então presidente Giscard d’Estaing.

O movimento se ampliou para várias cidades francesas além de Lyon, como Marselha, Montpellier, Grenoble e Paris, onde profissionais também entraram em greve.  Ao ter a coragem de romper o silêncio e denunciar o preconceito, a discriminação e as arbitrariedades, chamando a atenção para a situação em que viviam, as prostitutas de Lyon entraram para a história.