Reunião discute a implantação de abrigo de ônibus na Ilha do Bispo

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Para atender solicitação da comunidade da Ilha do Bispo, representantes da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), da Associação de Moradores e da Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans) estiveram reunidos na tarde da quinta-feira (10), discutindo a implantação de abrigos de ônibus naquele bairro. De acordo com Ângela Monteiro, gerente da Divisão de Transporte Coletivo da STTrans, foi mostrado tecnicamente aos moradores a impossibilidade de implantação de abrigos devido ao estreitamento das calçadas e a proximidade da linha do trem.

Conforme as normas da CBTU é necessário um espaço mínimo de três metros a partir do eixo da linha do trem em direção a via, com o objetivo de proteger a população. Para a implantação de um abrigo na parada de ônibus é preciso um espaço de pelo menos dois metros de calçada. Portanto, seriam necessários uns cinco metros para a instalação do equipamento, o que não existe nos locais onde os moradores solicitaram a implantação dos abrigos.

Segundo Ângela Monteiro, nem mesmo os abrigos menores fabricados especialmente para as calçadas de até dois metros cabem nas áreas solicitadas. “Não podemos instalar um abrigo em um local tão estreito colocando em risco a vida dos usuários”, disse a gerente do setor.

Durante a reunião, a STTrans acenou com a possibilidade de implantar o equipamento na Avenida da Redenção, em frente à Associação de Moradores, onde há um espaço adequado. Para isso, uma equipe fará levantamento técnico na área indicada. A Ilha do Bispo é atendida pela linha 602 (Empresa Mandacaruense), com sete veículos que realizam 75 viagens/dia.

No Laureano – A Superintendência vem tentando instalar um abrigo numa parada de ônibus localizada no Hospital Napoleão Laureano, na Rua Capitão José Pessoa, no bairro de Jaguaribe. O equipamento ficará em frente a uma casa cujo morador não aceita a instalação e, inclusive, arrancou o equipamento logo após o trabalho ter sido iniciado. Assim procedendo, o cidadão praticou um ato considerado crime contra o patrimônio público e, por isso, a STTrans está recorrendo à Curadoria do Cidadão para resolver o problema.

O abrigo nessa parada de ônibus é uma reivindicação antiga dos pacientes e usuários do Hospital Laureano, em especial aqueles que sofrem de câncer de pele e não podem ficar expostos aos raios solares.

A gerente da Divisão de Transporte Coletivo explicou que o abrigo não pode ser colocado após o Napoleão Laureano, pois ficaria muito distante para os pacientes, e em frente ao hospital existe um redutor de velocidade (moderador de tráfego) que não permite a implantação do equipamento. O caso agora está sendo examinado pelo Curador do Cidadão, Valberto Lira.