Revelação mirim Manoel Cirne se apresenta no ‘Sabadinho Bom’

Por - em 50

Com apenas 14 anos de idade, Manoel Cirne é uma das grandes revelações do cavaquinho e do bandolim na Paraíba. O artista estará acompanhado do instrumental Sanbred Trio no ‘Sabadinho Bom’ deste final de semana. No repertório, estão compositores clássicos do choro brasileiro, como Jacob do Bandolim, Severino Araújo, Valdir Azevedo, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. O show está previsto para começar a partir das 12h deste sábado (31), na Praça Rio Branco. A iniciativa é uma realização da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

Manoel da Costa Cirne Neto nasceu em Campina Grande. Aos 5 anos de idade começou a quebrar copos e taças, buscando tirar sons diversos. Ao notar a musicalidade aflorada da criança, seu pai o presenteou com uma mini bateria, que terminou sendo um pesadelo em casa por causa do barulho. Depois de muita negociação, já aos 8 anos de idade, seus pais o convenceram a trocar o instrumento percussivo por outro de cordas – o bandolim.

Depois de ingressar na Escola de Música, o músico mirim passou a frequentar as rodas de choro da cidade, com especial atenção para a do seu Duduta, aos domingos. O pequeno artista ainda domina o cavaquinho e, recentemente, ganhou um pandeiro com o qual já arrisca alguns ritmos. Atualmente, Manoel Cirne também é aluno do Curso de Extensão da UFCG.

Instrumental Sanbred Trio – Quem acompanha o jovem Manoel Cirne neste sábado é o instrumental Sanbred Trio, cujo nome representa as iniciais dos integrantes. O grupo é formado por Sandrinho do Pan (pandeiro), Breno Tavares (violão de sete cordas) e Jefferson Fagundes (cavaquinho), que substituirá Edgley Miguel na apresentação do ‘Sabadinho Bom’.

No repertório estão Espinha de Bacalhau (Severno Araújo), Noites Cariocas (Jacob do Bandolim), Pedacinhos do Céu (Valdir Azevedo), Ingênuo( Pixinguinha), Odeon (Ernesto Nazareth”, entre outros choros conhecidos do público. Para o violonista Breno Tavares, o pequeno Manoel Cirne é mesmo uma revelação paraibana. “Um dos pontos fortes dele é o chorinho. É um artista muito acima da média. Tem muita facilidade e hoje já pega muitas músicas de ouvido, escuta e consegue perceber os acordes para executá-los sem partitura”, explicou.