Rio Paraíba: Defesa Civil faz alerta a comunidades ribeirinhas da Capital

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A Defesa Civil Municipal alerta às comunidades ribeirinhas de João Pessoa sobre o perigo iminente de enchente do Rio Paraíba, cujo nível está subindo cerca de um metro por hora devido às chuvas caídas nas regiões do Sertão e Cariri. Para minimizar possíveis danos, o Plano de Contingência do Município já realizou ações preventivas como limpeza, inspeções e orientações nos locais mais críticos de toda a cidade. Só este ano, equipes da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) retiraram 350 toneladas de lixo em sete localidades da Capital.

O coordenador da Defesa Civil, Manoel Duré, afirmou que apesar de todo o trabalho desenvolvido com base no Plano de Contingência, a população ribeirinha precisa ficar atenta para qualquer sinal de alagamento. “É preciso se prevenir porque a informação que obtivemos é que o Rio Paraíba está subindo muito, um metro por hora. Se perceber algum início de alagamento, a população deve ligar imediatamente para o 0800 285 9020. Dessa forma, acionaremos imediatamente a nossa equipe”, orientou.

Ainda segundo Duré, as comunidades mais sujeitas à enchente do Rio Paraíba são Porto do Capim (Varadouro), Porto de João Tota (Mandacaru), Ilha do Bispo, Beira da Linha (Alto do Mateus) e Mangue Seco, na divisa com a cidade de Bayeux.

Lonas em encostas – Na próxima segunda-feira (7), a Defesa Civil Municipal fará a instalação de lonas protetoras nas encostas localizadas nas áreas de maior risco da Capital. Para isso, o órgão contou com o apoio da Emlur e Secretaria de Infra-Estrutura (Seinfra). O trabalho começou pela Comunidade Santa Bárbara, no bairro Valentina Figueiredo. A medida é preventiva e está dentro do Plano de Contingência do Município, desenvolvido pela atual gestão para minimizar os efeitos das chuvas.

“Primeiramente, a Emlur faz a limpeza, retirando todo o material pontiagudo. Depois, é que fazemos o alonamento. Operários e pedreiros da Seinfra, por sua vez, constroem a calha para a água escorrer em direção a locais adequados e evitar que grande volume passe pela lona”, explicou Duré. “Também vamos convocar o grupo de rapel do Corpo de Bombeiros para ajudar a fazer instalação da lona em encostas mais altas”, acrescentou.

A implantação de lonas em encostas foi inspirada em programa semelhante, empreendido na cidade do Recife (PE). A iniciativa vai ser executada até a próxima terça-feira (9), nas comunidades do Timbó (Bancários), Maria de Nazaré e Saturnino de Brito (Distrito Industrial). Dentro das ações do Plano de Contingência Municipal está ainda a distribuição de cartilhas educativas sobre a forma de proceder ou não em casos de urgência como, por exemplo, deslizamentos, desabamentos e alagamentos.

O Plano de Contingência demanda ações integradas de vários órgãos da administração direta e indireta do Município, além do apoio também da Cagepa e Energisa (ex-Saelpa). Atualmente, existem 28 áreas de risco na Capital. “Antes eram 34 áreas, mas algumas comunidades foram relocadas para o Residencial Gervásio Maia e deixaram de existir, a exemplo do Asa Branca, Terra do Nunca e Rabo da Gata”, afirmou Duré.