Risco de proliferação do Aedes Aegypti é considerado baixo em João Pessoa

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DO Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses (Cvaz) divulgou nesta terça-feira (20), o resultado do primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), de 2015. O estudo é realizado quatro vezes ao ano e avalia o risco de reprodução do mosquito da dengue.  No consolidado geral, João Pessoa aparece com risco de 0,6%, ou seja, a cada 100 casas, apenas 0,6 apresentam risco de reproduzir o Aedes aegypti .

Este número é 0,2% menor do que último levantamento, divulgado em outubro de 2014. De acordo com o Ministério da Saúde, quando este número está abaixo de 1%, a localidade é considerada de baixo risco para infestação.

“O objetivo do levantamento é identificar as áreas de risco para a presença do Aedes aegypti, para que possamos planejar e direcionar as ações de controle. Apesar do risco baixo, o Município está atento. Vamos comemorar realizando mais ações, para que o índice permaneça baixo”, enfatizou o gerente da Cvaz, Nilton Guedes. “Precisamos agradecer a dedicação da Secretaria Municipal de Saúde, o empenho dos agentes de saúde, além da colaboração que a população tem dado,” completou.

Levantamento – Para a realização do LIRAa João Pessoa foi dividida em 28 áreas e dentre estas áreas, 12 mil residências foram inspecionadas, entre os dias 4 e 9 de janeiro. Apenas em sete áreas foi encontrada uma maior presença do mosquito, como é o caso de Mumbaba e Bairro das Indústrias, que teve 2,1%; Varjão, Cristo e Alto do Mateus e Jardim Veneza, com 1,5%.

“Isto significa que os moradores destes bairros precisam redobrar a atenção e os moradores das áreas com índices satisfatórios precisam permanecer atentos. É importante que todos colaborem com os agentes abrindo suas portas e prestando atenção em todos os tipos de criadouros”, orienta Nilton Guedes.

Ainda de acordo com o levantamento, o maior número de criadouros foi encontrado em reservatórios de água para o consumo humano, como caixas d’águas, baldes e panelas, seguidos de descartáveis e pneus.

O gerente da Cvaz explicou, ainda, que as ações do Centro de Zoonoses serão baseadas nas informações do Liraa. “Vamos desencadear ações específicas para cada área da cidade levando em conta o resultado do levantamento. Também realizaremos, entre os dias 02 a 06 de fevereiro, a Semana de Combate a Dengue em João Pessoa”, concluiu.

DDisque Dengue – O Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses se coloca à disposição para realizar palestras em escolas, repartições públicas, instituições e empresas, por meio de agendamentos realizados através do disque dengue pelo número 3214-5718. Este número também pode ser utilizado pela população para denunciar possíveis focos do mosquito. “Mesmo que o risco de infestação seja considerado baixo, a população não pode deixar de cuidar do seu espaço”, enfatizou Nilton Guedes.

Mais Números – Segundo dados do Ministério da Saúde, só no primeiro bimestre do ano passado, houve uma redução significativa no número de casos de dengue no Brasil. Em 2013, na mesma época, foram registrados 29,6 mil casos. Já em 2014, o índice baixou para 7,9 mil.

A Capital paraibana também acompanhou essa melhoria no que se refere à redução de incidência de casos notificados. Segundo registro do Centro de Vigilância ambiental e Zoonoses (Cvaz), em 2014, foram notificados 2.331 casos da doença.  O que demonstra uma redução de 30.19% comparando ao mesmo período do ano anterior, onde foram notificados 3.339 casos.

Ciclo de vida – Aedes aegytpi prefere o ambiente úmido para colocar seus ovos, que podem sobreviver até 450 dias nesse local. Bastam alguns milímetros de água para eles eclodirem e, em uma semana, transformarem-se em mosquitos adultos. O ciclo de vida do mosquito é de 35 dias, mas o número de pessoas que ele pode infectar é ilimitado.