‘Sabadinho Bom’ traz o bandolinista carioca Joel Nascimento

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O bandolinista carioca Joel Nascimento, que já se apresentou em diversos palcos do mundo, sendo considerado um dos maiores intérpretes do choro do País, será a atração do ‘Sabadinho Bom’ deste final de semana. O evento é realizado pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e acontece neste sábado (14), a partir das 12h, na Praça Rio Branco, Centro Histórico da Capital.

Ganhador de vários prêmios, Joel Nascimento participou de gravações ao lado dos maiores nomes de nossa música e fez trilhas sonoras para cinema e televisão. Iniciou seus estudos de bandolim em 1969, mas antes estudou piano no Conservatório Brasileiro de Música, com o professor Max de Menezes Gil. A carreira profissional do artista começou de fato em 1974. Ele foi descoberto, oficialmente, pelo cantor João Nogueira.

Durante a trajetória profissional, Joel Nascimento se apresentou nas principais salas de concertos do País. Nessas ocasiões, destacam-se as participações com as seguintes orquestras: do Teatro Municipal do Rio de Janeiro; Sinfônica Brasileira; Petrobrás; de Câmara de Blumenau; Unisinus; do Conservatório da MPB de Curitiba; Opus Rio; e Sinfônica de Porto Alegre. O artista também é autor de vários choros e peças para piano solo.

Entre os eventos estrangeiros dos quais participo, está o XIX Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília (1997) e o Festival de Londrina, como professor do Curso de Bandolim e Oficina de Choro, de 1996 a 2007. Em 2005, ministrou o Curso de Bandolim e Oficina de Choro no I Festival Internacional de Inverno de Brasília (Fiib). Em 2010, ministrou a aula inaugural do Bacharelado de Bandolim na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro da UFRJ.

O artista tem como marco principal na sua carreira a idéia e o pedido feito a Radamés Gnatalli, entre 1978 e 1979, para transcrever a Suíte Popular “Retratos”, originalmente escrita pelo maestro, para bandolim e orquestra de cordas. Joel reuniu um grupo para tocar a peça, que ganhou forma camerística, resultando em uma nova concepção musical e instrumental à formação tradicional dos conjuntos de choro. Este grupo, mais tarde, receberia o nome de Camerata Carioca.