Santanna é a grande atração da noite de São Pedro da Capital

Por - em 31

Na infância, ele viveu de perto o aboio do vaqueiro nordestino, além do canto das lavadeiras, rezadeiras, violeiros e emboladores. Por isso, é chamado, merecidamente, de “o cantador”. Estamos falando de Santanna. Ele é a atração desta terça-feira (29), no último dia do ‘São João de João Pessoa – O Melhor da Gente’. Nessa noite de São Pedro se apresentam ainda o sanfoneiro Aleijadinho de Pombal e Os Três do Nordeste. Os shows começam a partir das 19h, no Ponto de Cem Réis. Em outro palco, a Praça Dom Adauto, a animação é das quadrilhas juninas Paraíba e Lampião. No mesmo local, haverá o Cavalo Marinho de Bayeux e o trio Flor do Caroá. O evento é uma realização da Prefeitura da Capital, por intermédio da Fundação Cultural (Funjope) do município.

Santanna é um artista nordestino seguidor de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Ele nasceu em Juazeiro do Norte (CE), recebido pelas mãos de uma parteira, chamada Maria Baião. Por causa dessa forma tão particular de vir ao mundo, comum no interior do Nordeste até algumas épocas atrás, surgem algumas histórias. Há quem brinque que foi nesse momento que se ouviu o primeiro aboio do artista.

O cantor, intérprete e declamador conheceu Luiz Gonzaga em 1984. Depois, se tornaram amigos. Santanna terminou participando de vários shows do “Lua”. Em 1992, Santanna se tornou cantor profissional. No seu trabalho desfilam grandes sucessos do cancioneiro nordestino, baseados no xote, baião, forró e outros ritmos. Nos shows, o artista abre espaço ainda para a boa poesia, declamando versos de importantes poetas regionais.

Os Três do Nordeste e Aleijadinho de Pombal – Inicialmente, em 1969, o grupo foi batizado como ‘Trio Luar do Sertão’. A formação original era Parafuso, Zé Cacau e Zé Pacheco. A ideia surgiu no Rio de Janeiro, depois de um convite feito por Jackson do Pandeiro, que era amigo de longa data de Parafuso. Os integrantes chegaram a substituir o trio principal da gravadora CBS.

Em 1972, os músicos gravaram o primeiro LP, mudando o nome para Os Três do Nordeste, por sugestão do mestre Abdias dos Oito Baixos e do diretor musical. Já deste lançamento, resultou o estrondoso sucesso ‘Forró de tamanco’, que permaneceu nas paradas musicais por muito tempo. Também ficou conhecida na voz do grupo a composição ‘É proibido cochilar’, de Antônio Barros e Ceceu. Em 1973, o trio chegou a vender mais de 500 mil cópias, número muito significativo para a época.

Durante a trajetória, o trio sempre ergueu a bandeira do forro pé-de-serra com entusiasmo e carinho. Nessas mais de quatro décadas, o grupo o passou por várias formações. A atual é integrada pelo fundador Parafuso, além de outros dois amigos – Deda e Adriano.

Antes de O Trio Nordestino, o primeiro a se apresentar na noite desta terça-feira (29) será Aleijadinho de Pombal. Sempre acompanhado pela tradicional sanfona, ele promete apresentar músicas que lembram as tradições nordestinas. O artista já se apresentou no Festival de Montreux, em 2008, na Suíça, em uma noite dedicada exclusivamente ao forró pé-de-serra, que recebeu o nome de “Paraíba, meu amor”. Esse é o mesmo título do documentário do cineasta suíço Bernand Robert Charrue, que fez um trabalho usando como um dos entrevistados o artista.