Saúde realizará diagnóstico de hanseníase no Terminal de Integração

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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através da Seção de Tuberculose Henseníase, realiza nesta quinta-feira (29), mobilização alusiva ao Dia Mundial de Combate a Hanseníase. A atividade acontecerá das 8h30 às 17h, no Terminal de Integração, onde equipes de saúde da família estarão realizando triagem e o diagnostico casos da doença junto aos passageiros.
A coordenadora da seção de Tuberculose e Hanseníase do município, Marília Ramos, disse que o objetivo da ação é diagnosticar os casos precoces e quebrar a cadeia de transmissão da hanseníase com o início do tratamento enquanto a pessoa ainda possui poucos bacilos. Ela explicou que a população deve ficar atenta e se verificar a presença de manchas na pele procurar tratamento imediato nas unidades de saúde da família ou no Hospital Clementino Fraga, referência no tratamento da doença. “Quando identificadas precocemente as chances de cura são maiores”, explicou.
Em João Pessoa a incidência da hanseníase está controlada, mas é preciso que a população fique atenta com possíveis manchas brancas ou avermelhadas que atinjam qualquer parte do corpo. Em 2008 foram diagnosticados 141 casos na Capital, onde 126 novos e 13 regressos. Em 2007 foram diagnosticados 134 casos, sendo 124 novos e 10 regressos. De acordo com Marília Ramis o percentual de cura no município é de 75,8%.
Marília alertou que a hanseníase é transmitida de uma pessoa doente para outra pessoa através da respiração, tosse, espiro, mas para a doença se desenvolver é preciso um contato mais prolongado com um doente sem tratamento. Ela acrescentou que o tratamento é gratuito nas unidades de saúde da família e tem duração de 6 a 12 meses.
A hanseníase é uma doença causada pelo micróbio chamado bacilo de hansen e ataca normalmente a pele, os olhos e os nervos. Não é uma doença hereditária, mas a transmissão ocorre pelas vias aéreas: uma pessoa infectada libera o bacilo no ar e cria a possibilidade de contágio. Existem dois tipos de tratamento: apresentando de uma a cinco lesões, a incidência é classificada como paucibacilar e o tratamento dura de seis meses a um ano. No caso da presença de mais de cinco lesões, o paciente é classificado como multibacilar e o tratamento dura de um ano a 18 meses.