Inclusão digital pelo mundo

O delineamento e a implementação do Programa CI valeu-se de experiências internacionais, tendo o Canadá servido de modelo de referência para a concepção da proposta brasileira.

O programa denominado Computadores para Escolas (Computers for Schools) – CFS, foi iniciado em 1993, sendo mantido pelo Governo Federal do Canadá com apoio de organizações não-governamentais. O Ministério da Indústria do Canadá foi o responsável pela coordenação inicial do Programa, dispondo de recursos orçamentários específicos, e com financiamento compartilhado com governos provinciais e doações por empresas e por organizações não-governamentais. Tais doações ocorrem principalmente na forma de trabalho voluntário, serviços e equipamentos. O programa coleta, repara e distribui computadores doados por governos, empresas e indivíduos.

Mesmo com a ampla disponibilidade de equipamentos novos a preços reduzidos no Canadá, o CFS mantém-se ativo, tendo doado mais de 1 milhão de computadores a escolas públicas e também a outros perfis de beneficiários, tais como centros de alfabetização, centros comunitários e organizações sem fins lucrativos.(1)

O programa se beneficia da qualidade dos equipamentos usados recebidos em doação, que são recusados pelos centros de recondicionamento canadenses caso não estejam em funcionamento. O governo nacional do Canadá consiste numa importante fonte de recursos, além das doações realizadas por empresas.

Aspecto bastante destacado da experiência canadense é a criação de espaços para o desenvolvimento profissional de jovens na área de informática. Mais de 1.300 jovens a cada ano adquirem capacitação e experiência prática nas oficinas do CFS. A utilização de profissionais recém-formados, de estudantes de escolas técnicas, de voluntários e de mão-de-obra atendida por programas de re-socialização foram soluções adotadas com sucesso no Canadá. Tem papel destacado no programa uma organização de voluntários aposentados de empresas de telecomunicações denominada TelecomPioneers of America.(2) Além disso, o CFS promove o descarte ecológico de componentes tais como baterias e metais poluentes, obtidos a partir do desmanche de equipamentos.

O programa é organizado como uma “família” de entidades independentes sem fins lucrativos distribuídas territorialmente nas províncias do Canadá. O governo central participa com representantes na diretoria de cada CFS, ao lado dos governos provinciais, de organizações não-governamentais e outros apoiadores do Programa. A construção de vínculos com o governo em seus diversos níveis e com a sociedade, além da produção de material de divulgação e de publicidade, são características da experiência canadense. A proposta consolidada no Canadá foi disseminada para outros países, com apoio técnico do CFS e de instâncias de cooperação internacional.

Um desses países é a da Colômbia, onde foi criado o programa Computadores para Educar – CPE, em 2000, segundo modelo similar ao canadense e que contou com o apoio do CFS na sua concepção e implantação. O programa é conduzido pelo governo colombiano, por meio do Ministério de Tecnologias de Informação e Comunicação, além de contar com a parceria da entidade pública de formação técnica (SENA) e apoio de parceiros privados. Os computadores recuperados são distribuídos majoritariamente para as escolas públicas colombianas. Desde 2008, o programa passou a se concentrar também na gestão dos resíduos tecnológicos resultantes do processo de recondicionamento.(3)

Fonte: Ministério das Comunicações / Governo Federal

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