Inclusão digital e CRCs (parte 3)

Ao mesmo tempo em que os CRCs se afirmavam como espaços de qualificação e promoção de cidadania, uma mudança significativa ocorria no cenário de acesso a bens de informática no país. O preço relativo destes produtos foi decrescendo consideravelmente, resultado de ações governamentais de ampliação e fortalecimento do mercado de consumo interno, de políticas de desenvolvimento econômico e social, e de estímulo à indústria brasileira de informática, mediante a desoneração de impostos.

Com a queda nos preços, as políticas públicas de inclusão digital passaram a realizar a aquisição de computadores novos, com garantia de entrega, instalação, suporte e manutenção dos fornecedores, por período de três anos, em todo o território nacional. Mediante contratos desta natureza, as escolas públicas de ensino básico localizadas em áreas urbanas foram equipadas pelo Ministério da Educação (MEC) e as escolas de área rural também começam a ser atendidas.

(…)

Configurou-se um cenário em que, por um lado, a oferta de equipamentos recondicionados deixou de ser a opção prioritária no apoio à disseminação de espaços públicos de inclusão digital. Mostra-se possível aproveitá-los em tarefas que exigem menor capacidade de processamento, em complemento à oferta de equipamentos novos, ou em localidades próximas aos CRCs, reduzindo as dificuldades logísticas não apenas de entrega, como também de acompanhamento, montagem das máquinas e apoio ao uso.

Por outro lado, tem se evidenciado de maneira cada vez mais contundente a necessidade de promover uma gestão eficiente de todo o volume de bens de informática colocados em uso pelas políticas de inclusão digital e pelo próprio mercado, sendo urgente estruturar mecanismos e processos que evitem os impactos ambientais, econômicos, sociais e tecnológicos dos resíduos eletroeletrônicos resultantes de seu acelerado descarte.

Neste contexto, e diante do sucesso das atividades de caráter formativo e profissionalizante oferecidas nos CRCs, o Programa CI pode se reconfigurar e aproveitar ao máximo o potencial construído desde sua concepção. A riqueza das experiências de formação alinha-se ao princípio fundamental de que a política pública para inclusão digital deve ser centrada nas pessoas, com investimento na capacitação de comunidades e indivíduos, de modo a viabilizar a real apropriação da tecnologia pelos cidadãos.

Fonte: Ministério das Comunicações / Governo Federal

Publicado em Institucional

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