Secretaria de Saúde oferece assistência para crianças com microcefalia

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Luís Sousa

Mazinho Gomes Fotografo DRT/RJ 15855

Mazinho Gomes Fotografo DRT/RJ 15855

Apesar de não ser uma doença nova, a microcefalia tem chamado a atenção nos últimos meses por conta do aumento de notificações, principalmente relacionadas ao zika vírus. Diante do crescimento do número de bebês com a malformação, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) preparou um fluxo de atendimento e está oferecendo assistência especializada para crianças com microcefalia.

Os cuidados oferecidos pela SMS começam antes mesmo do nascimento da criança, durante o pré-natal, onde qualquer situação de risco é investigada, conforme explica a coordenadora da área técnica da Saúde da Mulher, Tânea Lucena.

“Já durante a gravidez, se for identificado que a mulher apresente exantema (manchas na pele) e/ou outros sinais e sintomas como coceira, febre, dores musculares, tosse, coriza, dor atrás dos olhos, edemas de articulações, olhos avermelhados e que leve a hipótese de ser de origem infecciosa decorrente de dengue, sarampo, rubéola, Zika Virus ou Chikungunya, a equipe imediatamente encaminhará essa mulher para a realização de exames. caso seja confirmada qualquer uma dessas doenças, a mulher será acompanhada durante o pré-natal e se necessário será encaminhada para o pré-natal de alto risco da rede cegonha”, disse a coordenadora.

De acordo com os critérios do Ministério da Saúde (MS), um recém-nascido com perímetro cefálico igual ou menor de 32cm entra no fluxo de monitoramento, onde após investigação epidemiológica será confirmada ou descartada a microcefalia que pode ser de origem infecciosa ou não.

Os bebês com microcefalia serão acompanhados pelas redes de atenção básica e atenção especializada da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e encaminhados para atendimentos especializados de neuropediatra, oftalmologia, otorrinolaringologista, fisioterapeuta, entre outros.

Assim que diagnosticada a má-formação, a maternidade deve encaminhar o recém-nascido para a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima da residência da família. É a USF que deverá encaminhar a criança para avaliação no Ambulatório do Centro de Referência Municipal para Inclusão da Pessoa com Deficiência (CRMIPD). Para este encaminhamento é necessário apresentar o Cartão Nacional do SUS e Certidão de Nascimento da criança; comprovante de residência, RG e CPF da mãe; e encaminhamento do profissional de saúde da unidade.

“O objetivo dos profissionais das Unidades de Saúde da Família é fortalecer as ações para a atenção às mulheres em idade fértil, gestantes e puérperas, submetidas ao Zika vírus, ampliar a informação referente ao planejamento reprodutivo, à detecção e notificação de quadros sugestivos de microcefalia e a reabilitação das crianças acometidas pela malformação congênita. As equipes estão intensificando a busca ativa de gestantes para o início oportuno do pré-natal”, enfatizou Gilliard Abrantes, gerente da atenção básica.

Após atendimento neuropediátrico, os bebês serão encaminhados para realização de consultas e exames especializados através de parcerias da Secretaria Municipal de Saúde com a S.O.S. Otorrino, para atendimento de otorrinolaringologia, e com o Instituto dos Cegos da Paraíba, para oftalmologia, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Microcefalia – A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Na atual situação, a investigação da causa é que tem preocupado as autoridades de saúde. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm. Esse defeito congênito pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como as substâncias químicas, agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação.

Prevenção – A melhor forma de evitar a contaminação pelo Zika Vírus é não permitindo que mosquito Aedes Aegypti possa nascer.

Diante do crescimento do número de casos de microcefalia no país e da confirmação, pelo Ministério da Saúde, de que o zika vírus é um dos fatores que pode estar ligado aos casos de bebês com microcefalia, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estabeleceu um Plano de Combate ao mosquito, que intensificou as ações realizadas.

Os Agentes de Saúde Ambiental (ASA) seguem inspecionando as residências e orientando os moradores, mas evitar a proliferação do Aedes Aegypti é dever de todos.

“É muito importante que a população fique alerta em relação a tudo que possa acumular água na sua própria casa e também conversar com os vizinhos para que todos verifiquem seus quintais, calhas, caixas d’água, ralos, galerias pluviais comuns em alguns condomínios e assim evitar que os focos apareçam. Precisamos quebrar o ciclo evolutivo do mosquito, evitando que a larva se transforme em um mosquito. Vale lembrar que o Aedes Aegypti é transmissor de quatro tipos de dengue, do Zika Vírus e da Chikungunya. Os agentes ambientais estão fazendo a parte deles, mas é preciso que as pessoas se conscientizem e evitem jogar, em quintais ou terreno, qualquer recipiente que possa acumular água”, destacou o diretor de Vigilância em Saúde, Silvio Ribeiro.

Para denunciar possíveis focos do mosquito é só ligar para o Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses através dos telefones: 0800-282-7959/ 3214-5718.