Secretário de Infraestrutura diz que projeto para viaduto é falho e desnecessário ao trânsito

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A construção de um viaduto sobre Epitácio Pessoa ligando a Beira Rio à avenida Ruy Carneiro vai gerar congestionamento em áreas que hoje não possuem este tipo de problema. A análise técnica é do secretário de Infraestrutura, o engenheiro João Azevedo, ao avaliar os detalhes do projeto e as implicações em toda a engenharia de tráfego de João Pessoa.

O secretário explica que no caso da Epitácio Pessoa a maior concentração de veículos está na entrada para Tambaú, mas a construção do equipamento não soluciona o problema e ainda vai ocasionar congestionamento em trechos da Avenida onde o trânsito flui. “Este é apenas um exemplo. No caso da Ruy Carneiro, as adaptações que se farão necessárias no trânsito incluem uma rotatória nas imediações do Espaço Gospel, outro local onde o tráfego é intenso”, completou.

Além disso, existem questões de ordem ambiental, envolvendo o Rio Jaguaribe, na altura do Supermercado Pão de Açúcar, e ainda desapropriações que vão mudar totalmente o perfil da cidade.

Na avaliação do secretário, acessos como a entrada para o Geisel e a avenida Bento da Gama são pontos onde é necessário intervir. Ele lembrou que a Prefeitura de João Pessoa, em setembro, lançou no Plano de Ações Integradas o projeto para a construção de um viaduto na Geraldo Mariz, que funcionaria como um corredor paralelo à Epitácio Pessoa.

Segundo João Azevedo, o projeto elaborado pelo Governo do Estado inverte a lógica do planejamento de uma cidade. “O trânsito é uma responsabilidade do município e todas as alterações devem estar em consonância com o que a cidade precisa. Acabamos de contratar um plano diretor para os transportes e que vai orientar todas as próximas mudanças. Gastar R$ 40 milhões com um equipamento que está completamente fora dos padrões estabelecidos por este plano é inverter a ordem das necessidades”, declarou. “Este projeto precisa ser submetido à Prefeitura, já que o uso do solo e das áreas públicas da cidade é da nossa responsabilidade. Até agora nada disso foi feito. Não há qualquer tipo de autorização para a execução dele”, comentou.