Seis e Meia encerra 2007 com Ednardo, Manassés e Zé Violla

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A última edição do Projeto Seis e Meia do ano de 2007 acontece nesta quarta-feira (12) e promete ficar na história, pois vai reunir quatro atrações da melhor qualidade: Ednardo, Manassés, Zé Violla e Progressive Band e os garotos do projeto ‘Café com Pão, Arte Confusão’. A idéia dos promotores do evento é emocionar todos no encerramento do Seis e Meia, que só retorna agora em Março de 2008.

O Projeto Seis e Meia é promovido pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) em parceria com a Acorde Produções e recebe o patrocínio da Saelpa, além do apoio cultural do Ambassador Flat e dos restaurantes Vila Cariri, Dona Branca e Cia. do Chopp.

Os shows acontecem na Praça de Eventos do MAG Shopping às 18h30. Os ingressos custam R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (estudante) e podem ser adquiridos antecipadamente ou na hora do evento no posto montado ao lado da bilheteria dos cinemas no primeiro piso daquele centro comercial.

Ednardo – O cantor e compositor Ednardo nasceu em Fortaleza e se consagrou em todo o Brasil e no exterior com sua música forte e raízes regionais bem fincadas. O artista ‘estourou’ nacionalmente em 1970, quando venceu o ‘Festival Nordestino da Música Brasileira’, promovido pela extinta TV Tupi.

Com 35 anos de carreira artística, Ednardo tem mais de 300 músicas e letras distribuídas em 15 discos originais, 15 discos de compilações, quatro trilhas musicais de cinema, duas trilhas musicais para teatro, dois vídeos com especiais de TV e reconhecimento do público e da crítica especializada, como um dos mais importantes artistas da Música Popular Brasileira.

Sua obra repercute em várias gerações com vigor criativo e comunicativo, próprio de quem realiza arte íntegra, vital e necessária às pessoas de qualquer nacionalidade e parâmetros musicais. Entre seus maiores sucessos estão ‘Terral’, ‘Pavão misterioso’, ‘Artigo 26’, ‘Flora’, ‘A manga rosa’, ‘Carneiro’, ‘Enquanto engoma a calça’, ‘Lagoa de Aluᒠe tantos outros que ele deverá relembrar nesta quarta-feira.

Manassés – Já Manassés de Souza é um músico universal. Como instrumentista, criador, compositor e arranjador tem a estatura dos grandes de todos os tempos. Sua música tem as raízes fincadas na tradição popular.

A trajetória musical de Manassés começou aos quatro anos de idade na sua cidade natal Maranguape, no Ceará. Ali, no pé da serra, abraçou seu primeiro violão e foi para onde voltou em 2002 com sua viola brasileira e seu estúdio ‘Olho D’Água’. Adolescente, integrou ‘Os Dissonantes’, grupo de jovens músicos que embalava as tardes de sábado da sempre muito animada gente de Maranguape.

Ainda adolescente chegou a Fortaleza. Edson Távora, maestro e acordeonista, ficou impressionado com o menino. Edson preparava um grupo de músicos para ir a São Paulo gravar o disco ‘Chão Sagrado’, com os artistas Teti e Rodger de Rogério. A viagem seria alguns dias depois do garoto completar 18 anos. Manassés foi e deixou maestro, músicos e produtores encantados no estúdio paulista da RCA Victor.

Seis meses depois, Manassés estava em Paris carregado pelo sopro de seu talento. Viajou pela Europa (Suíça, Alemanha, Espanha, Holanda), pelos Estados Unidos (EUA), depois Marrocos na África; por países da velha União Soviética e pela Nicarágua, na América Central, espalhando a sonoridade de sua musicalidade. Nas suas excursões internacionais tocou com Bernard Lavillier, Mercedes Sosa, Pablo Milanez e com Raimundo Fagner, com quem retornou ao Brasil.

Enquanto compunha canções com parceiros e desenvolvia seu trabalho de solista e criador de música instrumental, tocou com quase todos os grandes nomes da MPB. Roberto Carlos, Nara Leão, Gal Costa, Chico Buarque, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Moraes Moreira, Dominguinhos, Luiz Gonzaga e Raul Seixas.

Zé Violla e Progressive Band – Formando por Helder Laurentino (guitarra e triangulo), Amadeus Araújo (contra-baixo), Emerson Pimenta (bateria) e André Nóbrega (voz e guitarra), o grupo Zé Violla e Progressive Band surgiu em João Pessoa no começo deste ano.

O nome da banda é uma homenagem a dois músicos paraibanos: Zé Guilherme e Chico Viola. A música do grupo tem letras que buscam a reflexão sobre o cotidiano num ritmo peculiar que une o pop rock típico dos anos 70 e 80 ao regionalismo. Apesar desse sotaque nordestino, a Zé Violla também acrescenta elementos do jazz, blues e som experimental.

Café com Pão, Arte Confusão – O projeto ‘Café com Pão Arte conFusão’ vem sendo desenvolvido desde outubro de 2000 na cidade de Cataguazes, em Minas Gerais, pela Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, entidade por meio da qual o Sistema Cataguazes-Leopoldina desenvolve sua política de responsabilidade social. Desejando estender os benefícios dessa política à Paraíba, a Fundação criou um núcleo em João Pessoa, vinculado à Usina Cultural Saelpa e mantido pela Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba (Saelpa).

Dando início ao seu programa de atividades sócio-culturais na Capital paraibana, o projeto ‘Café com Pão Arte conFusão’ – Núcleo João Pessoa desenvolve em parceria com a Universidade Federal da Paraíba e a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão (Funape), desde agosto de 2002, uma Oficina de Música que tem por finalidade ensinar crianças e adolescentes de baixa renda, entre 8 e 16 anos de idade, por meio de aulas de flauta doce, canto coral, percussão, solfejo, teoria e percepção musical.

Na última edição do Projeto Seis e Meia do ano, alguns participantes dessa oficina vão apresentar músicas natalinas.