Seis e Meia tem Luíz Caldas, Paulinho Boca de Cantor e Lis

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A primeira edição do Projeto Seis e Meia do mês de setembro, começa nesta quarta-feira, dia 02, e promete ser das mais animadas. As atrações principais serão os cantores e compositores baianos Luíz Caldas e Paulinho Boca de Cantor. Com estilos bem diferentes, os dois artistas farão uma retrospectiva dos grandes sucessos de suas carreiras que marcaram a MPB em décadas distintas.

A abertura do evento será feita pelo cantor e compositor paraibano Lis Albuquerque que tem cerca de 30 anos de carreira, sempre divulgando o que há de melhor na música nordestina em vários estilos, desde o frevo e maracatu ao forró.

O Projeto Seis e Meia é promovido pela Prefeitura de João Pessoa em parceria com a Accorde Produções e recebe o apoio cultural do Ambassador Flat e dos restaurantes Peixe Elétrico, Vila Cariri e Cia do Chopp. As apresentações começam às 18h30 na Praça de Eventos do MAG Shopping, na Praia de Manaíra. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada) e podem ser comprados antecipadamente ou na hora do evento no posto de vendas montado no primeiro piso do MAG. Informações 9134-7610.

Luíz Caldas – De origem humilde, desde garoto começou a cantar em apresentações de bandas amadoras e com dez anos de idade viajava pelas pequenas cidades do interior da Bahia, onde participava de shows. Aprendeu, assim, a tocar vários instrumentos.

Nos início dos anos 70, Luíz Caldas foi morar em Jequié (BA) e ganhou a vida trabalhando no comércio (panificadoras e bares) exercendo a função de serviços gerais, mas nas horas vagas tocava no conjunto musical de um famoso músico da época, chamado João Faustino.

No início dos anos 80 sua carreira deslanchou e foi o inventor do gênero que misturava o pop com reggae, toques caribenhos, ijexá, frevo e samba, que ganhou o apelido de ‘Deboche’ e que evoluiu para outros tantos modismos lançados no carnaval baiano. Luíz Caldas tem 12 álbuns lançados e foi um dos cantores que, misturando ritmos baianos, introduziu nos trios elétricos uma sonoridade diferente inaugurando uma nova era na cultura musical da Bahia, embrião da Axé Music.

Paulinho Boca de Cantor – Começou como crooner da Orquestra Avanço, que atuava em Salvador e no interior da Bahia. Em 1969, fundou ao lado de Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Luiz Galvão e Moraes Moreira o grupo Novos Baianos. Era um dos principais compositores do grupo ao lado de Luiz Galvão. Junto com essa talentosa turma de artistas, lançou 10 álbuns de estúdio, entre eles, o premiado ‘Acabou Chorare’, considerado o melhor disco brasileiro da história.

Criou em 1976 o Trio Elétrico dos Novos Baianos e colocou o som vocal pela primeira vez nos trios elétricos, o que se tornou obrigatório até os dias de hoje. Em 1979, com o fim do grupo, começou sua carreira solo. Seu primeiro disco tinha o título de ‘Paulinho Boca de Cantor – Bom de Chinfra e Bom de Amor’ pela CBS e tinha destaque pela parceria com Gilberto Gil e Luiz Galvão na faixa “Que bom prato é vatapá”.

Em 1981, consolidou sua carreira solo ao lançar ‘Valeu’, um dos álbuns de produção independente mais vendidos no Brasil. A partir de então, lançou outros discos e viajou por vários países apresentando seu trabalho em festivais e shows especiais.

Lis Albuquerque – Nascido em João Pessoa, herdou do avô, maestro Pedro Batista de Albuquerque, todas as influências musicais. Desde o início dos anos 80 vem desenvolvendo suas idéias através do resgate de tradições e manifestações ligadas a cultura popular. Além de cantor, compositor e instrumentista, Lis reuniu vários artistas da região em shows coletivos e produções de discos. Produziu e participou de vários festivais de música na Paraíba e em outros estados, sempre se destacando como produtor, compositor e intérprete.

Atualmente, além de se apresentar em diversos espaços e projetos culturais, faz parte do espetáculo musical ‘Parahyba Sim Sinhô’, cujo roteiro vai de encontro ao resgate das origens e tradições da Paraíba e do Nordeste.