Seis e Meia traz Dudu Nobre e Pura Raiz, nesta quarta-feira

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Os apreciadores do mais legítimo samba não podem perder a edição desta semana do Projeto Seis e Meia que tem como atração principal o cantor e compositor carioca Dudu Nobre, um dos mais fortes nomes da música brasileira da atualidade. Com carisma e competência, Dudu se firmou no cenário nacional e hoje viaja o mundo apresentando seu sólido trabalho de valorização do samba do partido alto. A abertura do evento será feita pela banda paraibana Pura Raiz, que está no mercado há 13 anos, sempre cantando clássicos do samba e do pagode.

O Seis e Meia é um sólido projeto musical que acontece nas três primeiras quartas-feiras de cada mês e leva a assinatura de credibilidade da Prefeitura de João Pessoa e da Accorde Produções. O evento recebe o apoio cultural do Mag Shopping, Ambassador Flat, da Cia do Chopp, Vila Cariri e Peixe Elétrico. Os shows acontecem sempre às 18h30 na Praça de Eventos do Mag Shopping na orla do Manaíra e os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00. A venda antecipada ou na hora do evento se dá no posto montado no primeiro piso daquele centro comercial. Informações 9134-7610.

Perfil – Há 34 anos, no Rio de Janeiro, nasceu Dudu Nobre.
Sua mãe, Anita Nobre, comandava três rodas de pagode, onde Dudu, já na infância, costumava brincar com tantã e pandeiro. Aos seis anos de idade começou a estudar piano clássico, aos nove ganhou o instrumento que se tornaria seu companheiro inseparável, o cavaquinho, e aí começou a sua trajetória. Filho do engenheiro civil João Nobre, neto do poeta e escritor Seu Nobre, o pré-adolescente Dudu, aos dez anos de idade iniciou carreira nas escolas de samba mirins compondo com ninguém menos que o mítico Beto Sem Braço.

A dupla compôs o samba-enredo da Alegria da Passarela, que depois se transformaria na agremiação mirim do Salgueiro. A partir daí emplacou três sambas na escola Aprendizes do Salgueiro, outro na Herdeiros da Vila, mais um na Estrelinha da Mocidade e também na Império do Futuro. Isso como compositor adolescente. Como músico, aos 13 anos, fez um circuito de shows pela Costa Azul da França com a Mocidade Independente de Padre Miguel e aos 15 rodou Suíça, Finlândia, Inglaterra e Alemanha, com a Cia. Brasiliana.

De volta ao Brasil, integrou a banda de Almir Guineto e depois tocou com Dicró e Pedrinho da Flor. Aos 19 anos, entrou para a banda de Zeca Pagodinho, mesma época em que ingressou na Faculdade de Direito, mas parou de estudar no quinto período. A partir dali, Dudu teve músicas gravadas por Zeca, Fundo de Quintal, Almir Guineto, Leci Brandão, Martinho da Vila entre outros.

Entre as músicas que fizeram mais sucesso, destacam-se Vou botar teu nome na macumba, dele e do Zeca; Posso até me apaixonar,Água da Minha Sede, Pro Amor Render, gravado por Martinho da Vila, e ainda Chegue Mais , título de seu terceiro CD. “Goiabada Cascão” (Wilson Moreira e Nei Lopes) e “No Tempo de Don Don” (Nei Lopes) viraram hits na voz de Dudu Nobre e puxaram as vendas do seu quarto CD e primeiro DVD da carreira, gravados ao vivo no Canecão , Rio de Janeiro. No Projeto Seis e Meia desta quarta, Dudu fará uma retrospectiva dessa trajetória vitoriosa cantando seus maiores sucessos.

Pura Raiz – a banda surgiu em João Pessoa em 1996, despretensiosamente, durante uma festa na casa de amigos. A experiência funcionou e os músicos voltaram a tocar juntos pelos bairros da Capital até se profissionalizarem. A proposta é a mesma desde o surgimento da banda: tocar samba de raiz.
A Banda Pura Raiz vêm se destacando no cenário musical paraibano como uma das grandes revelações, apresentando-se em vários palcos do estado, mostrando um pouco da sua arte em forma de samba. Composto por Kojak (banjo e voz), Preto Netto (voz principal), Poty Jr (cavaquinho), Alisson (tantã), Carlos Moura (pandeiro), Max Milian (surdo), Carlão (afoxé), Vinícius Lucena (violão), Renan Resende (flauta), Carlinhos Percussa (percussão e efeitos) e Fábio Burungundum (repique de anel, caixas e efeitos), o grupo Pura Raiz já tem um disco gravado com composições próprias. Destaque para “Fazendo Pirraça”, “Minha Fé”, “Na Subida do Morro”, “Boato Sem Lógica” e “Deixa Clarear”, que resgatam a tradição, numa verdadeira demonstração de devoção ao samba.