Seleção de cantores para coral da Paixão de Cristo inicia dia 19

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A seleção dos cantores que vão participar do coral da Paixão de Cristo 2011, na peça O Divino Calvário, será realizada no dia 19 de fevereiro. O teste acontece das 16h às 20h, no Departamento de Música da UFPB, sob a supervisão do maestro Eli-Eri Moura. O espetáculo é dirigido por Marcos Pinto e tem Diocélio Barbosa como co-diretor. O projeto foi escolhido por meio de edital público e os contemplados foram o Coletivo de Circo e Teatro Trupe Arlequim e o Grupo Geca. A realização do evento é da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

Para participar da seleção, o candidato deverá preencher um formulário e realizar um teste vocal. Os selecionados vão formar um coral com 20 vozes, sendo cinco vagas para cada uma das tessituras seguintes: soprano, contralto, tenor e baixo. A preferência é para candidatos que tenham experiência na área, com habilidade para ler partituras. Porém, essa não é uma condição indispensável. Por outro lado, exige-se do escolhido disponibilidade para todos os ensaios, sem exceção.

Os ensaios com os selecionados ocorrerão pelo menos três vezes por semana, a partir dos últimos sete dias de fevereiro. Entre as inovações da Paixão de Cristo deste ano está a participação de metade dos cantores em cena do espetáculo, como um coro de ópera. A peça será apresentada em sessões duplas durante a Semana Santa. A expectativa é de 3 mil espectadores por encenação. As composições e direção musicais também estão a cargo de Eli-Eri Moura, com assistência de Marcílio Onofre. Os atores e bailarinos já foram escolhidos no início deste ano.

O Divino Calvário – A Paixão de Cristo 2011 mostra os últimos momentos de vida e crucificação de Jesus Cristo, em uma interação com o público. O espetáculo traz uma nova roupagem da história mais conhecida do ocidente. A proposta dos diretores é apresentar uma encenação poética em dois planos – o real expressionista e o imaginário minimalista.

A peça será uma adaptação do Drama Sacro O Mártir do Calvário, do teatrólogo português Eduardo Garrido. Escrito em meados do século XIX, o texto era um dos mais encenados pelas trupes e companhias itinerantes de circo e teatro da década de 50 do século passado.