Seminário debate na Capital diferentes sorologias para HIV/Aids

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), juntamente com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), está promovendo o I Seminário de Casais Sorodiscordantes. O evento, que acontece no auditório do Hotel Caiçara, em Tambaú, até esta quinta-feira (1º), conta com palestras, mesas redondas, apresentações teatrais e painéis de experiências.

A sorodiscordância ou sorodiferênça é um relacionamento em que cada parceiro tem uma sorologia diferente para o HIV/Aids. O Seminário busca dar visibilidade a essa demanda, lançando luz a uma realidade cada vez mais comum. De acordo com um dos coordenadores do evento e coordenador da Seção DST/Aids da Secretaria de Saúde do Município, Roberto Maia, o objetivo desse encontro é chamar a atenção dos profissionais da saúde para o atendimento de casais sorodiscordantes.

“É importante que os profissionais da saúde trabalhem a prevenção e a reprodução assistidas para esses casais. Esse evento esta recebendo profissionais da atenção básica da saúde dos cinco distritos sanitários do município, professores e estudantes de medicina da UFPB, representantes de movimentos sociais e ONGs. Com isso, pretendemos levar essa discussão a vários espaços e a secretaria de saúde entende que o problema deve ser tratado também nas unidades básicas de saúde presente em toda a cidade”, disse Roberto.

O seminário teve início nesta quarta-feira (30) com uma mesa redonda sobre a sorodiscordância: questões para pesquisa e intervenção, onde a pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ívia Maksud falou de seu trabalho na área. A também pesquisadora, Mônica Franch, do Programa de Pós-graduação em Sociologia pela UFPB, falou dos estudos feitos na Região Metropolitana de João Pessoa, a exemplo da identificação de casais sorodiscordântes no serviço público de saúde e da descoberta desse tipo de relação que tem se tornado mais comum devido o aumento da expectativa e da qualidade de vida dos portadores do vírus HIV.

Para o agente de Saúde, Djalma de Santana, a discussão é extremamente importante por se tratar de uma união cada vez mais comum e que até então os sistemas de saúde só se preocupavam com o paciente soro positivo. “Nós temos a incumbência de cuidar não só do paciente soro positivo mais de seus parceiros, falando sobre a prevenção com um olhar mais apurado, pois essa é uma questão de saúde pública e o Seminário vem contribuir com a qualificação dos profissionais da saúde”, destacou.

As discussões seguem nesta quinta-feira (01) durante todo o dia com mesas redondas sobre: Implicações da Sorodiscordância na Prevenção e no Tratamento e Implicação da Sorodiscordância na Reprodução; exposição de painéis com experiências de pesquisa e intervenção; apresentação da peça de teatro e oficinas que irão tratar sobre a escala de risco, elaboração de uma cartilha para casais e novas tecnologias de prevenção. Às 17h30 será o coquetel de encerramento.