Seminário discute tratamento digno aos animais domésticos

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Como definir ações e estratégias que garantam um tratamento mais humanitário e digno aos animais domésticos? Para discutir esse assunto, a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou na tarde desta quinta-feira (8) o II Seminário Municipal de Bem-Estar Animal, que abordou, entre outros temas, as questões éticas e jurídicas envolvendo o tratamento desses animais que ocupam um espaço cada vez maior nas famílias brasileiras. O evento, que aconteceu no Hotel Nethuanah, tem parceira da Associação de Proteção Animal Amigo Bicho (APAAB) e da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA).

De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação, o Brasil possui atualmente 32 milhões de cães e 16 milhões de gatos que vivem em casas e apartamentos e necessitam de políticas públicas que lhe garantam saúde e bem-estar.

Na palestra de abertura do evento, Laerte Fernando Levai, promotor de Justiça no estado de São Paulo, destacou a legislatura brasileira como sendo uma das poucas no mundo que prevêem a penalidade para crimes contra animais. “Mesmo assim vivemos uma dualidade, uma vez que os brasileiros consideram os animais como sendo propriedade material”, afirmou o promotor, que atua na área criminal, ambiental e tutela de animais, além de ser especialista em bioética e membro do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da USP, e vice-presidente do Instituto Abolicionista Animal.

O gerente da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, Ivanildo Brasileiro, falou sobre o trabalho a respeito da fiscalização nos estabelecimentos que cuidam e tratam de animais, como clínicas veterinárias e pets shops. “Toda clínica veterinária e todo pet shop precisa possuir o registro na Vigilância como pré requisito de funcionamento”, alerta o gerente da Vigilância, lembrando ainda que todos os estabelecimentos que cuidam de animais precisam de um veterinário como técnico responsável.

A última palestra da tarde abordou a questão da substituição da vacina fuenzalida/palácios, usada atualmente na imunização de cães contra a raiva. A nova vacina – produzida por cultivo celular – é um produto mais purificado, sendo mais seguro para os animais por não provocar efeitos colaterais. Além disso, por ser produzida em células, contém uma quantidade maior de vírus, induzindo uma resposta mais elevada e duradoura. A nova vacina será utilizada na próxima campanha anti-rábica, que será realizada dia 17 de outubro.