Servidores da Estação Cabo Branco participam de capacitação em libras

Por Adriana Crisanto - em 156

Os servidores da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano, participaram de uma capacitação em libras para atendimento a pessoas surdas. A capacitação foi ministrada pela professora Laís Almeida, que durante esta segunda-feira (18) trabalhou com dinâmicas de como recepcionar um surdo e alguns sinais mais utilizados na comunicação básica entre um ouvinte e um surdo.

A recepcionista Linier Carvalho Viana, que participou da capacitação, disse que foi de extrema importância o curso, uma vez que o visitante quando chega a Estação tem o primeiro contato com a recepção. “Precisamos estar preparados para receber os mais diversos tipos de públicos”, comentou.

A Estação Cabo Branco é um dos poucos órgãos de João Pessoa que dispõe deste acompanhamento ao surdo, pois isso faz parte do projeto de inclusão que foi colocado em prática desde a sua criação, no qual tem como missão “difundir e popularizar a ciência, a cultura e as artes para a inclusão social”.

De acordo com a professora Laís Almeida, até o final do ano, estão programadas outras práticas inclusivas, tanto para os surdos quanto para pessoas com deficiências.

 Língua de Sinais – O método da Língua de Sinais surgiu na França, em 1755, pelo abade Charles Michel de I’Épée associando palavras a figuras e ensinando surdos a ler. A primeira escola para surdos foi fundada por Charles Michel com auxílio público e treinou professores na França e Europa.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida em 2002 como língua oficial no Brasil e se baseou na língua francesa de sinais. Hoje, cada país tem a sua língua e para se comunicar existem alguns parâmetros: ponto de articulação, configuração de mãos, movimento da mão, expressão facial e os sinais que orientam e direcionam.

Censo – O Censo do IBGE de 2010 entrevistou um total de 190.755.799 pessoas. Dessas, 5,1% declararam ter algum tipo de deficiência auditiva (o que seriam 9.717.318 pessoas, na época). Outro dado interessante é notar a diferença de alfabetização entre a população com deficiência auditiva e a população geral. Enquanto 89,5% da população geral, com 5 anos ou mais, era alfabetizada, apenas 75,5% dos deficientes auditivos o eram.