Sete bairros recebem atrações do Circuito das Praças no sábado

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Teatro, música e cultura popular movimentam sete praças da Capital, neste sábado (10), a partir das 20h, com exceção da Praça Bela, onde a programação tem início às 15h, dando continuidade a programação do mês de outubro do Circuito Cultural das Praças, numa promoção da prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) por intermédio da sua Fundação Cultura (Funjope).

Esta nova temporada do projeto, que teve inicio no mês de setembro, marca um momento da cena cultural da cidade, que passou a contar com novos equipamentos públicos, o que proporcionou a ampliação da já consolidada ação cultural.

A artista Simone Alves, integrante da Companhia Lua Crescente, fala da participação do grupo no Circuito Cultural das Praças. “Pra nós artistas, é muito importante um projeto dessa natureza, onde temos a oportunidade de divulgar o nosso trabalho, que é o circo feito por trupes, um novo fazer circense, utilizando outras linguagens e desta forma estamos democratizando o fazer artístico e dando acesso às pessoas a esta nova forma de desenvolver a arte circense, ou seja, o novo circo”, comentou.

Praça do Coqueiral – A atração da Praça do Coqueiral, em Mangabeira, é a Companhia de teatro Lua Crescente, com o espetáculo ‘Lunáticos Acrobáticos’, que foi montado através do projeto Carequinha, da Fundação Nacional de Arte (Funarte), de estímulo a montagem de espetáculos circenses, com números aéreos, acrobático e palhaços, além da interatividade com o público de todas as idades.

Praça Bela – Um dos destaques do Circuito desta semana é o Festival de Rock 4 x 4, que tem inicio a partir das 15, na Praça Bela, do Funcionários II. A programação conta com sorteio de CD’s, tatuagens e apresentações do Maracatu Pé de Elefante, Léo Thomas, Tubo de Ensaio, Wind heads, Químicos e Zé Viola e Progressive band.

Praca da Paz – O Teatro de Babau com o Mestre Clóvis é a atração da Praça da Paz, nos Bancários. O artista é um bonequeiro popular da cidade de Guarabira, que pratica esta arte há cerca de 25 anos. O nome do seu primeiro boneco é Jeremias. O Mestre Clóvis, como é conhecido trabalha com cerca de 60 bonecos, entre mamulengos, fantoches e bonecos gigantes. Dando-lhes vida através de apresentações em praça pública, escolas e feiras livres. Esta atividade se constitui como um elemento educativo, uma vez que direciona o assunto de acordo com cada platéia, buscando subsídios para o desenvolvimento da trama ou da estória, junto ao próprio público que participa do espetáculo.

Praça Lauro Wanderley – As tradições de origem afro movimentarão a praça Lauro Wanderley no Funcionários I, com apresentação da Banda de percussão Ilê Odara, coordenada pelos Mestres Bené e Márcio. O grupo é bastante conhecido na cena alternativa da Capital, destacando-se principalmente pelo trabalho social desenvolvido no bairro de Mandacaru e em diversas comunidades da cidade.

Praça Aquiles Leal – A Escola de Samba Malandros do Morro se apresenta na praça Aquiles Leal em Jaguaribe. A agremiação foi fundada em 30 de agosto de 1956, no Bairro da Torre. A atual Associação Recreativa Escola de Samba Malandros do Morro nasceu ‘Escola de Samba Batutas do Samba’, tendo como padrão as cores azul e branca. Logo nos primeiros meses de 1957, por causa da falta de pontualidade dos seus integrantes nos ensaios e reuniões, foi rebatizada de Malandros do Morro. Permaneceu com as cores azul e branco por mais dois anos, quando foram trocadas pelo verde e o branco-brilhoso, mantidas até hoje.

Praça das Mangueiras – O folguedo popular Barca Santa Maria, da cidade de Bayeux vai mostrar todo o seu brilho na praça das Mangueiras, do Alto do Mateus. O grupo foi fundado pelo Mestre Joaquim, tendo passado também pelo comando de outros importantes mestres, como Orlando Cícero campos e Manuel Antônio Batista, popularmente conhecido como Mestre Jandaia, que está a frente do folguedo até hoje.

Praça do Caju – ‘Metamorfose – O dia de reciclar as atitudes’, este é o título do espetáculo que a ‘Cia de Teatro Pefil’ apresenta na praça do Caju, no Bessa. A peça é um exercício lúdico que busca despertar a consciência ambiental, o respeito e a solidariedade entre os indivíduos. No conjunto das cenas se observa o encontro dos quatro elementos – água, terra, fogo e ar. O humor e a sensibilidade se apresentam como canais para a reflexão e discussão de temas como mídia, sensacionalismo e a verdadeira informação, o desmatamento e a caça predatória, o aquecimento global, a água e o papel de cada ser humano para a mudança de comportamento.

O figurino é um outro importante atrativo, uma vez que foi confeccionado com material reaproveitado do lixo, fazendo alusão à necessidade de preservação do Meio Ambiente a partir da diminuição da extração de recursos naturais e redução do acúmulo de resíduos nas áreas urbanas.