SMS orienta unidades de saúde sobre tratamento da Gripe A

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Diante da confirmação do primeiro caso de Gripe A (H1N1) no município de João Pessoa, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) enviou para todas as Unidades de Saúde da Família (USF) um informe técnico de como proceder a partir de agora diante da suspeita de algum caso. O último caso considerado suspeito em João Pessoa, de um homem que chegou do Chile na segunda-feira (22), está sendo monitorado pela SMS. Ele já recebeu a medicação adequada e está sob isolamento domiciliar.

De acordo com a diretora de Vigilância à Saúde, Julia Vaz, nesta sexta-feira (26) será enviado informe técnico também para os hospitais da rede municipal. “Estamos fazendo tudo de acordo com orientação do Ministério da Saúde (MS). Nesta quinta-feira participamos de uma vídeo conferência entre o MS e representantes de todas as secretarias estaduais de saúde e municipais das capitais. Nesta conferência, o MS informou que ainda na sexta-feira será lançado um novo protocolo, com algumas alterações de procedimento, como se fosse uma reorganização das ações feitas”, comentou.

Julia informou ainda que nesta sexta-feira (26), às 10h, haverá reunião na Secretaria Estadual de Saúde com representantes de hospitais da Paraíba para discutir sobre a nova gripe. “A Secretaria Estadual de Saúde convidou os representantes de hospitais e também a nós da Diretoria de Vigilância à Saúde e da Gerência de Vigilância Sanitária”, comentou Julia Vaz.

São oito casos suspeitos na Paraíba, sendo cinco em João Pessoa. Dos casos suspeitos, cinco foram descartados, dois confirmados e um está sob investigação. Em João Pessoa existe um caso confirmado e outro em observação. Nos dois casos confirmados na Paraíba as pessoas já estão curadas.

O último caso suspeito

O último caso suspeito de Gripe A em João Pessoa foi notificado nesta quinta-feira (25). É um homem de 32 anos que mora na capital paraibana e que retornou do Chile no dia 22 deste mês. Logo após começou a sentir sintomas respiratórios condizentes com os sintomas da nova gripe.

O homem com a suspeita da doença foi atendido no Hospital Universitário Lauro Wanderley, não precisou de internação e foi liberado para fazer isolamento domiciliar. Na manhã desta quinta-feira (25), uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde esteve na residência do engenheiro, entregou a medicação adequada e fez o monitoramento do caso.

Segue informe técnico enviado para as USF

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE

INFORME TÉCNICO INFLUENZA A (H1N1)
25 / 06 / 2009

Considerando a confirmação do primeiro caso de Influenza A (H1N1) residente no município de João Pessoa a Secretaria Municipal de Saúde informa:
1 – De acordo com o Protocolo de procedimentos para o manejo de casos e contatos do Ministério da Saúde é considerado Caso suspeito de Influenza A ( H1N1): . Indivíduo que apresentar doença aguda de início súbito, com febre* – ainda que referida** – acompanhada de tosse ou dor de garganta, na ausência de outros diagnósticos, podendo ou não estar acompanhada de outros sinais e sintomas como cefaléia, mialgia, artralgia ou dispnéia, vinculados aos itens A e ou B abaixo:
A. Ter retornado, nos últimos 10 dias, de países com casos confirmados de infecção pelo novo vírus A (H1N1);
OU
B. Ter tido contato próximo, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito ou confirmado de infecção humana pelo novo vírus influenza A(H1N1).

* Considera-se febre a elevação da temperatura corporal acima de 37,5º C.
** Significa que o próprio indivíduo mediu a temperatura, verificou que estava acima do valor de referência e informou ao profissional de saúde.

2 – É considerado Contato próximo de caso suspeito ou confirmado:
Para a caracterização de contato, inicialmente toma-se por referência em que momento ocorreu a exposição à fonte de infecção – ou seja, ao caso suspeito ou confirmado. Verificar, portanto, se houve exposição durante o período de transmissibilidade da doença (um dia antes e até sete dias após a data de início dos sintomas do caso suspeito ou confirmado) E se esta exposição ocorreu em uma das situações abaixo:

a. Durante viagem internacional
• Devido ao sistema de climatização e ao tipo de filtro (HEPA) das aeronaves, são considerados contato próximo durante o vôo aqueles passageiros localizados na mesma fileira, nas fileiras laterais e nas duas fileiras anteriores e posteriores ao do caso suspeito ou confirmado.
• No caso de viagem internacional por via terrestre, em ônibus com sistema de climatização, adotar os mesmos procedimentos descritos para viagens aéreas. Quando em carro de passeio, considerar todos os passageiros como contato próximo. Para embarcações, considerar como contato próximo aqueles tripulantes que viajaram na mesma cabine ou compartilharam ambientes durante a viagem.

b. Na comunidade
• Pessoas que cuidam, convivem ou que tiveram contato direto com secreções respiratórias de um caso suspeito ou confirmado.
Obs.: crianças (menores de 12 anos de idade) infectadas podem eliminar o vírus da influenza desde um dia antes até 14 dias após o início dos sintomas.

MEDIDAS A SEREM ADOTADAS MEDIANTE A CAPTAÇÃO DE CASOS SUSPEITOS:

1.1. Atenção Primária de Saúde: Quando da suspeição de casos na comunidade ou durante o acolhimento/triagem na Unidade Básica de Saúde e nas Unidades de Pronto Atendimento adotar as medidas abaixo:

Investigar a história de exposição (viagens internacionais à áreas afetadas e/ou contato com caso suspeito ou confirmado nos últimos 10 dias) entre os pacientes que apresentem sintomas de síndrome gripal ou de doença respiratória aguda grave;
Informar imediatamente a vigilância epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) através dos telefones 08002827959 ou 3214-7975 ou 3214-7938 para que se proceda à busca ativa e monitoramento dos contatos próximos.
O indivíduo que se enquadre na definição de caso suspeito deve ser encaminhado imediatamente para o hospital de referência (Hospital Universitário Lauro Wanderley – DIC);
Durante a sua permanência na unidade de saúde, acomodá-lo em ambiente ventilado, evitar o trânsito e permanência desnecessária de pessoas no local, garantir a privacidade do indivíduo e orientar o uso constante de máscara cirúrgica descartável;
Para o TRANSPORTE DE CASOS SUSPEITOS ao Hospital de referência mobilizar o SAMU;

Como medidas gerais, orientar:

– Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
– Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
– Lavar as mãos freqüentemente com água e sabonete, especialmente depois de tossir ou espirrar.
– Evitar contato próximo com outras pessoas.