STTrans cria sistema on-line para registrar acidentes em JP

Por - em 25

Após nove meses de trabalho, estudos e adaptações, o Setor de Estatística da Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans) desenvolveu um sistema on-line para catalogação dos acidentes ocorridos em João Pessoa.

O SisAcidentes, como foi denominado, tem a finalidade de oferecer suporte ao registro e análise dos mais de 8 mil acidentes de trânsito que ocorrem por ano na capital paraibana. Com base nesses dados, que agora serão mais precisos, a STTrans poderá planejar as intervenções na cidade para cumprir a sua principal meta que é reduzir o número de mortes no trânsito.

O sistema agilizará o processo de estatística de acidentes de trânsito realizado na STTrans. Todas as ocorrências são coletadas junto aos órgãos legalmente designados para essa finalidade: Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTran), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Hospital de Emergência de Trauma, Hospital Santa Isabel, Clinor e Serviço de Atendimento Imediato da Justiça (SAI). Com o novo sistema on-line os dados serão registrados com segurança e confiabilidade, o que permitirá análises de forma relacionada, cruzando várias informações e elaborando o perfil dos acidentes.

A superintendente da STTrans, Laura Farias, destacou que as estatísticas de trânsito são fundamentais para formular um diagnóstico preciso das causas dos acidentes, locais, horários e a faixa etária das vítimas. Ele explica que para definir prioridades de intervenções de trânsito e as execuções de ações educativas, o novo sistema será um aliado para evitar acidentes que geram altos custos sociais e econômicos. “Outra facilidade é que o sistema pode ser abastecido em tempo real de onde os nossos servidores estiverem coletando o dado, porque é on-line”, comentou.

Funcionamento – Antes de existir o SisAcidentes os servidores do Setor de Estatística da Assessoria de Planejamento (Aplan) da STTrans precisavam comparar em planilhas de cálculos Excel com os dados enviados pelos diferentes órgãos pertencentes a mesma ocorrência. Com o programa se tem a facilidade de identificar dados vindos de vários órgãos referentes a um mesmo acidente e ainda acompanhar a trajetória de cada vítima.

Outra melhoria que o SisAcidentes vai trazer é a eliminação de possíveis redundâncias da informação. Isso ocorre quando o registro de um mesmo acidente com vítimas pode ser feito por quatro órgãos diferentes: CPTran (que registra maior parte dos acidentes), Samu (que faz o resgate das vítimas), Hospital de Trauma (que recebe as vítimas) e o Departamento de Medicina Legal – DML (em caso de morte). Agora, o novo programa faz o cruzamento dos dados de forma sistêmica.

Como surgiu o Sisacidentes – O sistema foi elaborado pelo programador da Divisão de Informática (Dinfo) da STTrans, Jorge Luiz Barreto da Silva. Ele contou que para desenvolver o sistema, primeiro foi feita uma análise das necessidades, depois foram construídos os modelos e para só então começar a codificar o programa.

A elaboração do SisAcidente teve a duração de nove meses e nele já estão catalogados atualmente cerca de mil acidentes. Para fazer um programa como esse uma empresa especializada cobraria cerca de R$ 10 mil, sem incluir a cobrança da mensalidade para a manutenção do sistema. A Dinfo elaborou tudo sem nenhum gasto adicional.

Aprimoramento da Informação – Outro importante passo para o diagnóstico preciso dos acidentes de trânsito pela STTrans foi o desenvolvimento de uma metodologia que possibilitasse a análise georeferenciada dos dados. Para isso, os agentes de trânsito foram capacitados pelo órgão. Eles passaram a preencher Boletins de Acidentes de Trânsito (BAT) confeccionados pela STTrans. Através do formulário permite-se a localização específica do acidente.

Com este levantamento é possível identificar o local exato do acidente e realizar as interferências e modificações necessárias na área de trânsito. “Um exemplo da utilidade deste método foi a revelação de que 40,7% dos acidentes de trânsito na avenida Cruz das Armas eram distribuídos em apenas 560 metros, onde encontram-se três pontos de retorno. Com isso, a STTrans, respaldada por estas informações, decidiu fechar dois dos retornos e alterar geometricamente um outro”, exemplificou geotecnólogo Joel Cavalcanti, que trabalha no setor de estatística.