Técnicos são capacitados para atuar no combare à dengue

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Com uma redução de 87,2% nos casos de dengue clássica e nenhuma morte pela doença registrada em 2009 e início de 2010, João Pessoa aparece em segundo lugar no ranking das capitais nordestinas com menor índice de infestação pelo mosquito transmissor Aedes aegypti.

Manter o mosquito da dengue longe da Capital é um trabalho constante e permanente. Para 2010, a Secretária Municipal de Saúde (SMS), da Prefeitura de João Pessoa (PMJP) elaborou um Plano municipal de contingência da dengue que prevê, entre outros pontos, a qualificação dos profissionais que atuam no combate à doença. Desde o dia 12 de janeiro, a Secretaria vem realizando uma série de capacitações com as equipes que atuam na rede de saúde da família para diagnóstico, manejo clínico e classificação de riscos nos paciente com suspeita de dengue.

O treinamento está sendo orientado pela médica infectologista Ana Isabel Vieira, que além de diretora do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Lauro Wanderley, é a profissional de referência do Ministério da Saúde nos casos de dengue do estado da Paraíba. De 12 a 22 de janeiro, as equipes de saúde que atuam nos cinco distritos sanitários que compreendem a Capital estarão participando de um treinamento no auditório do Hospital Santa Isabel, nos turnos manhã e tarde.
Plano de Contingência 2010 – Para 2010, a cidade de João Pessoa elaborou um Plano municipal de contingência da dengue. Aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde em dezembro de 2009, o plano contou como componentes norteadores a gestão municipal, assistência ao paciente com dengue, organização do processo de trabalho da rede, qualificação de profissionais, atuação da vigilância epidemiológica, mobilização e controle vetorial, monitoramento, além das campanhas educativas que serão executadas ao longo do ano.

De acordo com a diretora de Vigilância à Saúde, Julia Vaz, o sucesso dessa redução se deve ao trabalho em conjunto realizado por vários setores da Prefeitura Municipal. Esses números na verdade são frutos de um trabalho intersetorial e interinstitucional muito forte articulado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), além do envolvimento de toda a gestão municipal e uma co-responsabilização construída junto à população, afirmou Júlia Vaz.