The Silvias e Lirios do Gueto se apresentarão no Funcionários II

Por - em 33

De um lado, a música instrumental urbana, com veia psicodélica, mas sem perder de vista o ar bucólico em composições inspiradas na própria Capital paraibana. Do outro, o reggae desde a vertente root’s até as pitadas mais “abrasileiradas”, embrenhando-se pela MPB e desaguando nos ritmos regionais como maracatu e afoxé. A primeira proposta é da banda The Silvias. A segunda diz respeito a Lírios do Gueto. Os grupos se apresentam nesta quinta-feira (29), a partir das 19h, na Praça Bela, Funcionários II. Os dois shows fazem parte da programação do projeto Estação Nordeste, realizado pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

Thiago Sombra é um dos membros da banda The Silvias. Ele admite que o som feito pelo grupo também traz um pouco das sensações da cidade. “João Pessoa tem uma pré-disposição a isso por ser um local bucólico dentro de um espaço urbano. Principalmente essa coisa psicodélica. Jaguaribe Carne, por exemplo, tem um pouco disso. A nova banda Burro Morto também”, citou. “O que fazemos é meio experimental. Temos um pouco de um estilo que existe no mundo hoje, chamado rock post, que traz o essencial do rock progressivo”, completou.

Sempre instrumental, as músicas apresentadas nesta quinta-feira são composições elaboradas com a participação de todos os integrantes. Entre elas estão ‘Canção noir’, ‘O vácuo’, ‘Por trás da porta verde’, ‘O dub do boi de Marrakech’, ‘Parma’, além de outros sons. No palco estarão os músicos Thiago Sombra (baixo, violão, sintetizadores e programação), Rodrigo Silva (guitarra, baixo, gaita e escaleta) e João Cassiano (percussão e efeitos), que são componentes fixos da banda. O grupo vai contar ainda com a participação especial de Sérgio Bruno (teclados), que participou da formação original.

A outra atração da noite é o grupo Lírios do Gueto, formado por sete integrantes, sendo cinco deles mulheres. Lucyane Alves (baixo e vocal) lembrou que a banda tem um leque que vai desde os clássicos do reggae até as tendências brasileiras. “A proposta de nossa banda é desde o reggae root’s ao que é mais brasileiro, como maracatu e afoxé. Tocamos dos clássicos de Bob Marley até Tribo de Jah e Natiruts. Misturamos ainda com MPB e música regional, que é a nossa influência. Também apresentamos composições próprias”, afirmou.

No repertório que o Lírios do Gueto vai apresentar na Praça Bela estão, por exemplo, ‘Eu só quero um xodó’ (Dominguinhos e Gilberto Gil); ‘Extra’ (Gilberto Gil); ‘Woman no cry’ (Bob Marley) e ‘Fala só de amor’ (Edson Gomes). Entre as composições feitas conjuntamente por todos os integrantes seguem ‘Universo’, ‘Era ele’, ‘Meu Bob’ e demais canções autorais.

Além de Lucyane Alves, Lírios do Gueto é formado por Débora Carvalho (teclado e vocal), Fabiane Fernandes (guitarra), Lizete Alves (flauta e vocal), Rinah Souto (vocal), Italan Carneiro (bateria) e Francisco Neto (percussão). Dos sete componentes, três também são musicistas principais do conhecido grupo Clã Brasil – Lucyane, Lizete e Fabiane.

The Silvias – The Silvias começou em meados de 2001 como um projeto de pesquisa sonora do DJ Thiago Verde, do baixista Thiago Sombra e do tecladista Bruno Sérgio. Depois de improvisos e gravação de algumas fitas, eles passaram um bom tempo sem se reunirem. No final de 2002, aconteceu o reencontro. Com isso, o trabalho de pesquisa teve continuidade. Dessa vez, a proposta era incluir novos integrantes, como Rodrigo (violonista e guitarrista) e Roseane Diniz (vocalista). A partir de 2007, o grupo mantém a formação fixa de trio, optando pela música instrumental, porém bebendo ainda das mesmas influências originais, com mistura de instrumentos acústicos e eletrônicos.

Lírios do Gueto
– A banda já tem três anos de estrada. A proposta é reunir, no reggae e em ritmos afins, a presença de várias vozes e instrumentos harmônicos e rítmicos como baixo, guitarra, violões, percussão e bateria. O grupo traz influências de Bob Marley. Porém, pode-se perceber ainda relances do som de bandas com O Rappa’, ‘Vibrações Rasta’, ‘Natiruts’ e ‘Ponto de Equilíbrio’. Isso sem falar da “brasileiridade” de Gilberto Gil e Dominguinhos.