Totonho e DJ Guirraiz abrem nesta sexta Circuito Cultural das Praças 2011

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O projeto Circuito Cultural das Praças 2011 é aberto nesta sexta-feira (9), a partir das 17h, no Ponto de Cem Réis, com apresentações das bandas   Diplomata 83 e Forró Saudade, que farão a abertura dos shows do DJ Guirraiz e de Totonho e os Cabras. O evento, uma realização da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), permanece todos os finais de semana até fevereiro de 2012, com várias expressões artísticas em diversos bairros da cidade.

Uma mistura inusitada de ritmos como o rock, funk, carimbó, embolada, tecnobrega, black music e ciranda eletrônica marcam os trabalhos de Totonho. Algumas músicas já são bastante conhecidas pelo público do artista, como “Venha salvar o mundo”, “Rainha”, “A era espacial Moscow ao vivo”, “Jaspion do Pandeiro”, “Eu mandei meu amor pro espaço”, “Tudo pra ser feliz”. São composições como estas que o público poderá conferir no evento desta sexta-feira.

Totonho – O músico nasceu em 1964, na cidade paraibana de Monteiro. Lá, foi testemunha de muitas cantorias de repentistas da região. Aos nove anos de idade, montou a banda Os Renegados. O grupo tocava com instrumentos feitos de lata e materiais afins, que ganhavam a função de guitarra e bateria. Em 1982, o artista foi para João Pessoa, onde fundou o Musiclube da Paraíba. Por essa cooperativa de compositores, passaram nomes como Chico César, Milton Dornellas, Jarbas Mariz e os irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró, além do maestro João Linhares.

Ainda na década de 80, Totonho cursou a faculdade de Arte e Educação, em João Pessoa. Em 1988, ele foi ao Rio de Janeiro fazer pós-graduação. De lá para cá, o trabalho social tem sido um capítulo à parte na biografia do artista. Como músico, o primeiro registro fonográfico nasceu depois de 15 anos de estrada, em 2001, pela Gravadora Trama. Em 2005, sai o segundo álbum pelo mesmo selo, intitulado “Sabotador de Satélite”.

Guirraiz – Ele é um dos principais profissionais da área no Nordeste. Seu trabalho é fruto de pesquisa constante sobre a música negra mundial e as técnicas na discotecagem. Esse sincretismo resulta em um repertório com músicas brasileiras e influências especialmente nordestinas, que vão de Jackson do Pandeiro a Nação Zumbi. Isso sem falar da elasticidade de ritmos tocados no país, desde a modernidade do Racionais à tradição nortista de Pinduca.

Grupos locais convidados – Antes do DJ Guirraiz e de Tontonho subirem ao palco, dois grupos locais se apresentam na abertura. Um deles é a Banda Diplomata 83, que tocam rock retro e a banda Forró Saudade, com ritmos clássicos nordestinos.

A Banda Diplomata 83 tem no repertório o chamado rock retrô, que é um estilo semelhante às músicas de Cazuza. Os integrantes do grupo já estão há sete anos na estrada, pois antes eles formaram a ‘Revolto’, que trabalhava com composições próprias. Fazem parte do grupo os músicos Cícero Pedro da Silva Júnior, Flávio Gonçalves da Silva, Italo Medeiro Cordeiro e Ricardo Lacerda.

Enquanto isso, a Banda Forró Saudade tem seis meses de fundação. Apesar do pouco tempo, o grupo já está com CD em mãos, que incluem músicas autorais. No repertório estão ritmos como xote e forró, tendo como referência Luiz Gonzaga, Flávio José e Dominguinhos. Os músicos integrantes são  Osmidio Neto, Cássio e Elaine.

O projeto – Para o ‘Circuito Cultural das Praças’ de 2011, foram selecionadas 268 propostas das áreas de música, cultura popular, artesanato, audiovisual, literatura, artes integradas, teatro e circo, além de dança. Nesta nova temporada, que tem início na sexta-feira (9), acontecem ao todo 432 apresentações em diferentes praças, podendo ser ampliado com a inauguração de novos espaços públicos. A programação vai até fevereiro de 2012.

A ideia do projeto começou a ser colocada em prática em maio de 2006, quando a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) inaugurou o anfiteatro Lúcio Lins, na Praça da Paz, nos Bancários. Em seguida, mais seis praças foram construídas ou revitalizadas. À medida que as intervenções nos logradouros eram feitas, a Funjope mantinha uma programação permanente, baseada na diversidade e na defesa do princípio da democratização do acesso e da circulação dos bens culturais.