Totonho e suiço Thomas Rohrer são atrações do “Som das 6”

Por - em 38

Totonho e as Cabritas, com participação especial de Rita Ribeiro, Daúde e Jussara Silveira, além do show do suíço Thomas Rohrer são as atrações do projeto ‘Som das 6’ desta sexta-feira (2). O evento, que é gratuito para o público, acontece a partir das 18h, no Ponto de Cem Réis. A realização é da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

O compositor, produtor e cantor paraibano Totonho transita pelas cenas, estilos e tendências como se não houvesse fronteiras. Ele vai rimando, seja por pancadões ou barulhinhos de celulares, ou cantando baladas. O músico nasceu na cidade de Monteiro, considerada “a Meca dos repentistas nordestinos”.

Com nove anos de idade, Totonho montou a banda “Os Renegados”, que tocava instrumentos feitos de latas, incluindo guitarra, bateria e afins. Em 1982, foi para João Pessoa, onde fundou o Musiclube da Paraíba. Pela cooperativa de compositores passaram nomes como Chico César, Jarbas Mariz e os irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró, entre outros artistas. Depois de cursar faculdade de Arte e Educação, já premiado e conhecido como um dos melhores compositores da região, foi para o Rio de Janeiro fazer pós-graduação e tentar a vida como músico. No final de 1996, formou o grupo Totonho e os Cabra.

No Rio de Janeiro, Totonho fundou a ONG Projeto Ex-Cola, a partir de um trabalho que tinha se engajado no Circo Voador. Aliás, o lado social é um capítulo à parte na biografia do artista. Um dos projetos, o OBA – Oficinas Básicas de Arte, tem como base a cultura contra a violência. A ideia, além de discutir os problemas da comunidade, traz também nomes novos e conhecidos da música da capital fluminense. Já passaram pelo programa Fausto Fawcett, Jards Macalé, Farofa Carioca, Fernanda Abreu e Moreno Veloso.

As cabritas de Totonho – Para esta apresentação em João Pessoa, Totonho vai contar com a participação de três importantes nomes da cena musical brasileira – Rita Ribeiro, Daúde e Jussara Silveira. Depois de morar em São Luis, onde iniciou sua carreira de cantora, a maranhense Rita começou a despontar como grande revelação da música brasileira em 1996. Em 1997, já residindo em São Paulo, gravou seu primeiro CD, com produção de Mario Manga e Zeca Baleiro. O álbum e o show, apresentado em várias capitais brasileiras, deram projeção nacional à artista.

Daúde, a outra artista que divide o palco com Totonho, é um misto de tradição, modernidade, espontaneidade e sofisticação. Essa característica tem sido a linha mestra da trajetória da artista, nascida em Candeal, Salvador (BA). Ela soma a herança musical afro-brasileira a uma coerente coleção de referências do mundo pop. Com dez anos de carreira, três discos inéditos bem sucedidos, a baiana tem reconhecimento nacional e internacional, por levar ao público uma sonoridade brasileira que passeia por um mix de gêneros, seguindo do samba ao rap, do jongo à MPB.

Enquanto isso, a mineira Jussara Silveira foi criada na Bahia, onde foi chamada de a cantora “cool” de Salvador quando começou a carreira. Essa referência foi dada graças à bela voz que não desperdiça tons e exibe afinação rara. A artista cresceu ouvindo o repertório erudito. Depois, cursou a prestigiada Academia Música Atual. Estudou canto com Adriana Widmer, no Curso Preparatório de Canto da Universidade Federal da Bahia. Mais adiante, viria a estudar técnica vocal com Maria Helena Bezzi, no Rio de Janeiro.

Thomas Rohrer – O suíço, radicado no Brasil desde 1995, começou os estudos musicais no violino e estudou saxofone com Othmar Kramis, na escola de jazz de Lucerna. Ele tem feito trabalhos musicais entre a improvisação livre, jazz contemporâneo, musica regional brasileira. Tocou violino, rabecas e saxofone em apresentações e gravações com Zé Gomes, A Barca, Paulinho Lepetit, Ceumar, Siba, John La Barbera, Steve Gorn, Ed Sarath. Também acompanhou o compositor Zeca Baleiro como integrante da banda Mandabala, em seus shows e gravações pelo Brasil e Europa.

Em 1999, Thomas Rohrer tocou no Montreux Jazz Festival, acompanhando Chico Cesar, Rita Ribeiro e Zeca Baleiro. O músico suíço tem discos gravados com o grupo Interchanges e em trio com o contrabaixista Célio Barros e o percussionista Fábio Freire. Participou ainda do espetáculo Mãe Gentil do coreógrafo Ivaldo Bertazzo. Ele já se apresentou na Suíca, Nova York e no Brasil em duo com a percussionista Alessandra Belloni. Atualmente, é integrante do Quarteto Original, grupo de música instrumental paulista.