Usuários do Cais Cruz das Armas expõem arte no I Bazar Natalino

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Sensibilidade e talento foi o que demonstrou um grupo de 12 usuários do Setor de Psiquiatria do Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) de Cruz das Armas, na quarta-feira (17), a participar do I Bazar Natalino do órgão, apresentando peças confeccionadas nas oficinas de artesanato realizadas no local.

Durante todo o dia, foi grande a movimentação de pessoas com as peças feitas em crochê, bolsas, fuxico, garrafas PET e caixinhas de presente em madeira. De acordo com a assistente social do Cais, Eliane Camelo, a idéia da realização das oficinas surgiu diante da necessidade de um trabalho terapêutico com os pacientes do Setor de Psiquiatria.

“Durante atendimento psiquiátrico percebemos que algumas pessoas no momento não reuniam condições de ter acesso ao mercado de trabalho formal, mas uma grande possibilidade de iniciar uma atividade informal que viabilizasse a sociabilização e uma renda extra”, explicou.

As oficinas acontecem uma vez por semana no Cais de Cruz das Armas, onde voluntários repassam seus ensinamentos aos alunos. Para o diretor do órgão, Sérgio Luis Gomes, o projeto é inovador já que está ampliando uma política de saúde mental mais sociabilizadora adotada nos Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) também num Centro de Saúde. “Isso demonstra um enraizamento da política de saúde mental na rede municipal”, explicou.

A psicóloga Josiana Silva está entusiasmada com a evolução dos alunos. “Basta ver que em pouco tempo eles já confeccionam lindas peças e estão motivados a ampliar a produção. “Isso vem ajudando eles a recuperar a auto-estima. Você observa no rosto de cada um o ar de satisfação e maior cuidado na hora de se vestir”, explicou.

A estudante Istela Brandão, 22 anos, moradora de Cruz das Armas, aprendeu a fazer crochê há quatro anos. Ela contou que na oficina aprimorou a técnica e ainda aprendeu a fazer almofadas em fuxico e caixinhas em PVA. “Estou até colocando as peças para vender no comércio da minha avó. Participar da oficina significou fazer novos amigos, ocupar a mente com a confecção das peças e ainda gerar uma renda extra”, comemorou.

Já a dona de casa Maria Rejane Bezerra, também de Cruz das Armas, comemorou o resultado do bazar, já que durante o dia vendeu várias peças que fez como caixinhas em madeira e biscuit de geladeira. “Em 2009, pretendemos expandir a nossa produção na oficina e participar de feiras. Sinto-me uma pessoa mais feliz e com menos problemas”, concluiu Rejane.