Vigilância Ambiental e Atenção Básica se reúnem para definir ações de combate à esporotricose

Por Thibério Rodrigues - em 225

Gestores da Vigilância Ambiental e Zoonoses e da Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) se reuniram nesta sexta-feira (15) para discutir e planejar estratégias de combate à esporotricose, doença que pode acometer animais e seres humanos. As ações serão realizadas junto às equipes de saúde da família nos bairros que apresentam maior incidência da doença.

De acordo com a secretária adjunta de Saúde, Ana Giovana Medeiros, será realizada uma busca ativa nos bairros para identificar possíveis casos de esporotricose e orientar a população para evitar a doença. “Antes das visitas aos bairros, serão realizadas capacitações das equipes de saúde da família de cada território”, afirmou.

Conforme o calendário de atividades, o primeiro bairro a receber a ação educativa será Mangabeira Cidade Verde, com visita prevista para a primeira semana do mês de abril. “A partir das notificações do Centro de Zoonoses foi identificado que esta é a área com maior incidência de animais com esporotricose”, explicou Nilton Guedes, gerente de Vigilância Ambiental e Zoonoses.

Esporotricose – É uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii, que pode acometer animais e seres humanos. Geralmente a doença afeta a pele e os vasos linfáticos próximos a ela, mas pode também afetar ossos, pulmão e articulações.

A médica veterinária do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses (CVAZ) da SMS, Suely Ruth, explica que a esporotricose é uma doença que acomete, principalmente, os felinos e é transmitida por contato tanto entre os gatos, quanto do gato para o ser humano. “Essa doença é facilmente transmitida através de mordeduras, arranhaduras ou resultante da manipulação dessas feridas que contenham grande quantidade de fungos”, explica.

A qualquer suspeita de esporotricose, o animal deve ser levado ao médico veterinário ou, em casos de seres humanos, o paciente deverá se consultar com um dermatologista e infectologista para que diagnóstico e tratamento sejam feitos corretamente. O diagnóstico é feito, primeiramente, a partir da análise dos sintomas que a doença apresenta e, após isso, materiais biológicos que a ferida produz.

Assistência – No Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses (Cvaz), é ofertado o atendimento médico veterinário aos animais com suspeita da doença, além do exame clínico e laboratorial para diagnóstico. Caso a doença seja confirmada, o dono do animal recebe as orientações necessárias de como proceder e prescrição para o tratamento. O Sistema Único de Saúde (SUS) não fornece medicamentos para tratamento do animal com esporotricose.

Casos – Em junho de 2018, a Esporotricose passou a ser uma doença de notificação compulsória, pela Resolução 001/2018 da SMS, publicada no Semanário n°1642. Entre junho e dezembro do último ano, o Cvaz recebeu 600 animais com suspeita da doença. Desses, 397 foram casos confirmados, sendo 10 casos em cães e 387 em gatos, sendo 70% dos casos em animais machos.