Voz e versos de Luiz Melodia na Antenor Navarro, 6ª-feira

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O projeto Estação Nordeste leva à Praça Antenor Navarro (Centro Histórico de João Pessoa), na próxima sexta-feira (18), a voz e a poesia do cantor e compositor carioca Luiz Melodia. Também subirão ao palco o cantor Gustavo Magno e grupo paraibano Mamma Jazz. O público poderá curtir as atrações a partir das 21h, dentro da programação da terceira edição do projeto que é uma iniciativa da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio de sua Fundação Cultural (Funjope), em parceria com o Ministério do Turismo.

No repertório, Luiz Melodia fará o público relembrar antigos sucessos e interpretações marcantes da sua carreira como ‘Pérola Negra’, ‘Negro Gato’, ‘Codinome Beija-Flor’, ‘Estácio’, ‘Eu e Você’, ‘Ébano’, dentre outros. Já Gustavo Magno apresentará o show do seu novo trabalho, intitulado ‘Divina Virtude’, que traz uma versão ousada da canção ‘Velha roupa colorida’, do cearense Belchior. A noite será encerrada pelo grupo Mamma Jazz, com a promessa de fazer um espetáculo diferenciado ao som de acordes de jazz e performances de tambores.

Luiz Melodia – Como revela seu próprio nome, Melodia já nasceu no berço esplêndido da música. Filho do compositor Oswaldo Melodia e da costureira Eurídice, o carioca nasceu no Morro de São Carlos, em 7 de janeiro de 1951. Desde pequeno, esteve envolvido em um mix musical que variava entre sambas, boleros e a Jovem Guarda, o que mais tarde demarcaria sua futura carreira de compositor e intérprete. Ainda adolescente, participou de programas de calouros e montou com a banda ‘Os Instantâneos’, que animava festas nos morros cariocas.

Sua carreira ganhou notoriedade apenas em 1971, quando o produtor artístico Wally Salomão sugeriu que a cantora baiana Gal Costa incluísse em seu espetáculo ‘Fa –Tal’ a composição ‘Péróla Negra’, de autoria do Melodia, canção que até hoje é aclamada pelo público. Em 1972, Maria Bethânia gravou ‘Estácio, holly Estácio’ no LP ‘Drama – Anjo exterminado’, adubando o terreno para sua estréia com o disco ‘Péróla Negra’, totalmente autoral.

Gustavo Magno – O compositor e cantor Gustavo Magno vai começar a sua Tour 2008 Divina Virtude, no show dentro da programação do Estação Nordeste. Artista exclusivo da gravadora Atração Fonográfica, de São Paulo, Gustavo vai apresentar músicas dos dois CDs que gravou, ‘Em terra de cego e Divina virtude. O último, lançado no ano passado, teve direção artística de Belchior, que disse: A música que ele faz é do maior interesse cultural.

Ele será acompanhado pelas vocalistas Mira Maia e Isa Ribeiro e uma banda formada por Walter Guimarães (guitarra), Pedro Gomes (baixo), Beto Preah (bateria), Júnior Matos (teclados e sanfona), Rivaldo Dias (saxofones) e Zaquinha (trumpete), contando ainda com as participações de seis street dancers da Tribo Ethnos, coreografados por Vant Vaz.

Músico completo, Gustavo Magno tem como diferencial de seu trabalho dentro da produção atual da MPB o fato de que todos os arranjos de seu show, como os do disco Divina virtude, foram escritos por ele. Para a Tour 2008 Divina Virtude, ele dividiu com o músico Walter Guimarães o trabalho de uma programação ‘sampler’ (em computador), complementando os sons ao vivo da banda – recurso que vem sendo usado nos shows recentes de intérpretes como Maria Bethânia e Elba Ramalho.

Gustavo não cantava em João Pessoa desde o primeiro semestre de 2006, quando fez a abertura do show de Belchior numa das edições do Projeto Seis e Meia. Entre seus parceiros, figuram três dos chamados pesos-pesados da cultura nordestina: José Nêumanne, Sérgio de Castro Pinto e Carlos Aranha. Com o último, ele fez a adaptação musical do poema ‘Versos íntimos’, de Augusto dos Anjos, que cantará pela primeira vez ao vivo no show desta sexta-feira.

Mamma Jazz
– É grupo musical paraibano, formado por seis integrantes que apostam em um espetáculo diferenciado, forte por sua beleza estética e pela mistura de cores e estampas, originadas das indumentárias africana e nordestina, e também pelo caráter universal do som que integra elementos de diferentes culturas. O repertório é sempre recheado de acordes de jazz e uma variada performance de tambores. As congas e o bongô unem-se à alfaia, o agogô ao balafon e credenciam a musicalidade do grupo, que vai do samba ao maracatu, do bolero à rumba.

Revezando uma infinidade de instrumentos de percussão, o grupo exibe composições de artistas paraibanos e do africano Guilherme Semmedo, que é acompanhado por Stanley Medeiros, Sara Sousa, Érica Maria, Digóis e Marsílio. “O repertório do grupo representa um estudo variante na pesquisa do jazz de raiz, que teve origem na África e se estendeu pelo Caribe e depois o mundo, simbolizando a liberdade na criação musical. As músicas enfatizam o Nordeste brasileiro e a Paraíba como pólos culturais”, revela Semmedo.