Washington Espínola e Pio Lobato encerram ‘Música do Mundo’

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Os músicos Washington Espínolla e Pio Lobato fazem o show de encerramento do festival “Música do Mundo” nesta quarta-feira, 30 de dezembro, a partir das 18h. Eles prometem agitar as areias da praia de Tambaú, numa prévia para o reveillon. O projeto é promovido pelo Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através da Fundação Cultural (Funjope).

Washington Espínolla começou sua carreira no final dos anos 80. Ela já gravou diversos discos no mundo da música instrumental, onde se caracteriza pela personalidade forte e rigor nas suas produções. O veterano guitarrista paraibano tem 23 anos de carreira e há 13 mora na Europa. É professor na Geneva International School, onde ministra aulas de guitarra, baixo e piano. Hoje, Washington Espínolla tem mais de 11 discos gravados e muitas viagens pelo Brasil e Europa.

Além de desenvolver diversos projetos, Washington tenta levar sua música para outros continentes, como a Ásia e a América do Norte. “Devagar e sempre, em frente e mais alto. Este é o meu lema. Muito trabalho e seriedade, disciplina, coragem, dedicação”, disse.

Um universo próprio construído apenas a partir de timbres de guitarras é a marca do trabalho do músico paraense Pio Lobato. Seus experimentos têm como pilar a força primal dos loops: a repetição é matriz de texturas criadas com camadas sobre camadas sonoras, unicamente com o uso do instrumento elétrico. Pio dá um sotaque brasileiro para a guitarra.

Seu trabalho sempre buscou novas fronteiras, sotaques e experimentações voltadas exclusivamente para a execução da guitarra elétrica. Ainda na década de 90, o músico de Belém já havia vasculhado a influência do choro na técnica original de guitarristas da região, como Aldo Sena e Mestre Vieira de Barcarena, o maior difusor do gênero denominado guitarrada.

Músico formado pela Universidade Federal do Pará, a partir de 1997 o guitarrista passou a integrar o grupo Cravo Carbono, um dos mais respeitados trabalhos de flerte entre o pop e os ritmos brasileiros estabelecidos na região. Também em busca paralela por um caminho mais próprio para suas composições instrumentais, Pio Lobato muniu-se de elementos que se tornariam patentes na sua música: colagens de bases pré-gravadas e manipuladas em computadores caseiros e muitos loops, construídos com a ajuda do echoplex – um original aparelho de delay eletrônico inventado por Mathias Grob, suíço radicado na Bahia, que permite a um músico acompanhar a si mesmo em sessões ao vivo.

Quem for assistir à apresentação, terá a oportunidade de conferir as timbragens e ritmos mais comuns à música eletrônica. Recentemente, o compositor ainda foi incluído como uma das boas novidades da música de Belém na trilha sonora do longa-metragem de Cacá Diegues, Deus é Brasileiro (2003).