Motor econômico da PB
João Pessoa lidera crescimento na geração de empregos no Nordeste com alta de 7,12% em 12 meses
30/04/2026 | 12:00 | 100
A cidade de João Pessoa liderou o crescimento na geração de empregos no Nordeste, com alta de 7,12%, em março, considerando os últimos 12 meses. Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho na tarde desta quarta-feira (29), foram registrados em março, na capital paraibana, 1.802 novos postos de trabalho, saldo resultante de 11.849 admissões e 10.047 desligamentos.


Com a geração de empregos no mês de março, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada na cidade aumentou para 230.620 pessoas. Em comparação com o mês de fevereiro, quando foram gerados 1.211 empregos, o crescimento foi de 48%.


Para o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de João Pessoa, João Bosco, diversos fatores econômicos explicam o excelente momento econômico da cidade, que consolida-se como o principal motor da economia estadual e referência na região Nordeste.


“A força da Capital fica evidente quando comparada ao desempenho do estado: enquanto João Pessoa gerou 1.802 vagas, o estado da Paraíba como um todo registrou um saldo de 903 postos, o que demonstra que a Capital foi a responsável por sustentar o balanço positivo estadual, compensando retrações em outras regiões”, comentou João Bosco.
No recorte do mês de março, o estoque total de trabalhadores cresceu 0,79% em João Pessoa, praticamente empatado com Salvador (0,80%), que liderou no cenário nordestino. Já em relação a números absolutos, a liderança ficou com Salvador (5.618), Teresina (1.927) e João Pessoa (1.802).
Setores – Em março, o setor de serviços liderou a geração de empregos, com saldo de 1.387 novos postos de trabalho. Em seguida, estão comércio (202), construção civil (153) e indústria (69). Apenas a agropecuária apresentou uma leve retração, com saldo negativo de nove empregos.
Na avaliação do secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, a diversificação econômica tem sido a chave para os números expressivos. “De acordo com o levantamento, os setores de Serviços e Construção Civil continuam sendo importantes propulsores da empregabilidade na Capital, refletindo o aquecimento imobiliário e a expansão do setor terciário na cidade”, afirmou.
Polo atrativo – Para ele, o cenário reafirma João Pessoa como um polo atrativo para investimentos e um ambiente favorável para a geração de renda, mantendo uma trajetória de crescimento constante e superior às demais metrópoles da região.
“Os números não são fruto do acaso, mas sim da consistência de um modelo de gestão que prioriza quem gera emprego e renda. O saldo positivo e a liderança no Nordeste demonstram a confiança inabalável que o setor produtivo possui hoje no ambiente de negócios de João Pessoa”, destacou.
Modernização administrativa – João Bosco destacou que o momento é de colher os frutos da modernização administrativa da Prefeitura de João Pessoa. “Com a edição do Decreto nº 11.258, de 26 de março de 2026, consolidamos nossa Capital como uma das três cidades do Brasil a elevar ao máximo o padrão de simplicidade na abertura de empresas. Estamos em total consonância com a Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/19), eliminando travas e provando que um governo ágil e desburocratizado é o melhor parceiro do desenvolvimento social e econômico”, enfatizou.
O secretário-executivo contextualizou que, quando o ambiente de negócios é otimizado, isto acarreta na atração de empresas de fora com a utilização de mão de obra local, ampliando a geração de novos postos de trabalho.
Perspectivas – Conforme João Bosco, o nível do emprego deve se manter alto nos meses seguintes, com um pico no mês de junho, por conta do São João, podendo estender-se para julho também. “Por questões sazonais, com a proximidade dos festejos de final de ano, acreditamos que em outubro e novembro, o desempenho pode ser ainda maior”.
Brasil – O País gerou, em março deste ano, um total de 228.208 postos de trabalho com carteira assinada, resultante de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos. O nível do emprego foi positivo em 24 unidades federativas. Os maiores resultados absolutos foram registrados em São Paulo (67.876 postos), Minas Gerais (38.845) e Rio de Janeiro (23.914). Com isso, o estoque de empregos com carteira assinada chega a 49.082.634 vínculos.
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Texto: Thadeu Rodrigues
Edição: Lilian Moraes
Fotografia: Arquivo/SECOM -
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aquecimento imobiliário caged construção civil desenvolvimento econômico expansão do setor terciário geração de empregos postos de trabalho Sedest-JP
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