Periferia Verde Resiliente
Projeto apoiado pela Prefeitura busca soluções na natureza para beneficiar Comunidade do “S” e preservar o mangue
16/03/2026 | 21:00 | 82
A Comunidade do “S” em João Pessoa vai ser beneficiada por mais uma ação do Programa Periferia Viva do Ministério das Cidades, através do Programa Cidades Verdes Resilientes, com a implementação de políticas públicas que buscam encontrar Soluções Baseadas na Natureza para resolver problemas enfrentados pela comunidade, uma proposta que vai beneficiar mais de 500 famílias, em um projeto criado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB)- Seção da Paraíba. O projeto tem o apoio da Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria de Habitação Social (Semhab), e nesta segunda-feira (16) foi a pauta de uma reunião para traçar metas para sua execução.


O encontro teve a presença de representantes da Coordenação de Soluções Baseadas na Natureza da Secretaria de Periferia Viva do Ministério das Cidades, do Instituto dos Arquitetos do Brasil – Secção da Paraíba, além de representantes das Secretarias de Habitação Social, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Planejamento, Secretaria de Mudanças Climáticas, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, além de representantes da comunidade.
A reunião serviu para a troca de informações sobre o Projeto do IAB aprovado pelo Programa Cidades Verdes Resilientes, as ações da Coordenação de Políticas de Soluções Baseadas na Natureza, e os projetos da Prefeitura em execução naquela região da cidade, como os Residenciais “S” um, dois e três, e o projeto do Parque Socioambiental do Roger.
A secretária de Habitação Social, Socorro Gadelha, disse que a Prefeitura tem grande interesse naquela região da cidade e a proposta do IAB vai ser mais um instrumento de transformação para melhorar a qualidade de vida das famílias que moram no Bairro do Roger, em particular na Comunidade do “S”. Ela lembrou que além da interferência direta na infraestrutura com obras de pavimentação e saneamento do bairro, tem também o Parque Socioambiental do Roger, além da Prefeitura estar construindo três residenciais (S um, dois e três), através do Programa Minha Casa Minha Vida, com um total de 452 apartamentos. Além disso, mais 60 famílias estão sendo atendidas pelo Programa Compra Assistida, beneficiando de forma direta 512 famílias, sem contar os moradores que vão permanecer em suas casas e vão ser beneficiados pelo Programa de Regularização Fundiária.
Durante a reunião, a diretora de Planejamento de Programas Habitacionais da Semhab, Glauciene Almeida, explicou os projetos da Prefeitura para aquela região da cidade, na área habitacional, com a construção de três residenciais e investimentos na infraestrutura, preservando e ocupando o Centro Histórico, citando como exemplo o Projeto do Porto do Capim, que faz parte do Programa Periferia Viva do Ministério das Cidades. Ela disse que “em todos os projetos a Prefeitura reconhece o direito de as pessoas permanecerem no bairro o que justifica os investimentos em infraestrutura e as ações buscando Soluções Baseadas na Natureza, que se unem a esse esforço para que as pessoas continuem morando no local onde nasceram, cresceram e onde vivem até hoje”.
Uma das coordenadoras do Programa de Políticas de Soluções Baseadas na Natureza, Maria Luiza Fontinelli, da Secretaria Nacional de Periferia Viva, considerou a reunião bastante proveitosa, destacando a disposição da Prefeitura em atuar como parceira na execução desse projeto que busca na natureza a solução para problemas vividos na comunidade. Ela destacou “que o projeto do IAB, selecionado pelo Ministério das Cidades, está dentro da proposta para reconhecer e reforçar a ligação das pessoas com seus locais de origem, prevendo que o projeto vai ser bem sucedido e vai aproveitar o potencial de cada localidade, usando os recursos disponibilizados pela natureza que existente naquela região da cidade”.

A arquiteta e urbanista Alessandra Soares, coordenadora Geral do Projeto do “S” do Instituto dos Arquitetos da Paraíba, considerou o encontro bem produtivo e que vai fortalecer o relacionamento entre o Ministério das Cidades, através da Secretaria Nacional de Periferias, a Prefeitura de João Pessoa, o IAB e a comunidade. Ela salientou que essa cooperação vai fazer com que se tenha uma compreensão melhor da realidade vivida pela Comunidade do “S”, encontrando na natureza a solução para problemas enfrentados no bairro e também alternativas para geração de renda, já que toda a região em volta do “S” é formada pelo mangue, onde a diversidade de vida marinha é muito grande e é fonte de renda para muitas famílias através da pesca.
A representante da Comunidade e estudante de Arquivologia, Milena Rodrigues, disse que a expectativa dos moradores é muito grande, ressaltando que na região existem muitas famílias que tiram o sustento do mangue, através da pesca e outros recursos, e usar soluções baseadas na natureza vai preservar o meio ambiente e garantir o sustento daquelas pessoas. “Os projetos em execução na Comunidade do “S” são um reconhecimento ao sentimento das pessoas que vivem naquela região da cidade, já que eles vão ocupar os residenciais em construção ou vão ser beneficiados com a regularização das casas onde vivem, fortalecendo a memória afetiva das famílias”, analisou.
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Texto: Jonas Batista
Edição: Andrea Alves
Fotografia: Assessoria -
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