Saúde

Vigilância Epidemiológica orienta sobre uso e descarte correto de máscaras

02/09/2020 | 11:00 | 859

Em tempos de pandemia, a máscara de proteção virou item essencial. Mas o uso da máscara não descarta as demais medidas de prevenção, como distanciamento social e higienização das mãos. Além disso, cada modelo disponível possui especificações para o uso e durabilidade diferente. Dessa forma, a Prefeitura de João Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), orienta sobre o uso e descarte correto das máscaras de proteção.

Em João Pessoa, o uso da máscara de proteção é obrigatório e tem a finalidade de impedir que a pessoa que está usando espalhe secreções respiratórias ao falar, espirrar ou tossir, desde que estejam limpas e secas e, dessa forma, diminua a contaminação e transmissão do novo Coronavírus.

As máscaras devem cobrir a boca e nariz e não apenas a boca. Além disso, os olhos também são portas de entrada para o vírus, e é importante evitar o contato das mãos não higienizadas nessa região. Pacientes que apresentam sintomas de infecção respiratória, como tosse, coriza e dificuldade para respirar, por exemplo, devem fazer uso da máscara cirúrgica e não a de tecido.

Máscaras devem cobrir boca e nariz

As máscaras cirúrgicas não devem ser reutilizadas, pois são descartáveis e não se deve tentar realizar a limpeza, pois perdem sua capacidade de filtração, devendo ser substituída por uma limpa e seca sempre que a anterior se tornar suja e úmida. Já as máscaras de pano devem ser utilizadas por um tempo máximo de três horas. A troca deve ser feita após esse período e sempre que tiver úmida, com sujeira aparente, danificada ou se houver dificuldade para respirar. Ao contrário das máscaras descartáveis, as máscaras de tecido podem ser lavadas e reutilizadas regularmente, entretanto, recomenda-se evitar mais que 30 lavagens.

Além das máscaras de tecido e cirúrgica, existe a do tipo N95 ou equivalente, que deve ser usada apenas por profissionais de saúde atuantes e durante a realização de procedimentos potencialmente geradores de aerossóis.

Máscara N95 é mais resistente e deve ser usada pelos profissionais de saúde

Essas podem ser utilizadas por período maior ou por um número de vezes maior que o previsto pelo fabricante, desde que utilizadas pelo mesmo profissional e, caso seja possível, juntamente com o protetor facial para maior durabilidade, além de usada de acordo com as medidas corretas de colocação, armazenamento e retirada de forma correta. Quando úmidas, sujas, rasgadas, amassadas ou com vincos, devem ser imediatamente descartadas.

As máscaras que apresentam válvula expiatória não podem ser usadas, pois permitem a saída do ar expirado que, caso esteja infectado, poderá contaminar demais pessoas. Além dessas, também surgiram as máscaras de TNT que podem ser utilizadas na mesma indicação das máscaras de tecido, porém não podem ser lavadas, devem ser descartadas após o uso.

Para realizar o descarte das máscaras, independente do tipo, em ambiente domiciliar, basta colocar um saco de lixo a parte, bem fechado e descartado em lixo comum.

“É importante destacar que a máscara de tecido não é um equipamento de proteção individual, por isso não deve ser usada por profissionais de saúde ou de apoio quando em serviço durante a assistência ou contato direto, a menos de um metro, com pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19. Mas, pode ser utilizada fora do ambiente hospitalar por pessoas sem sintomas, ou dentro do ambiente hospitalar por pacientes também sem sintomas de quadro viral, visitantes e acompanhantes, profissionais que atuem na recepção, áreas administrativas”, explica Andrea Rodrigues, enfermeira técnica do setor de transmissíveis da Vigilância Epidemiológica da SMS.

Uso de luvas – Além das máscaras, é comum encontrarmos pessoas utilizando luvas para evitar a contaminação pelo novo Coronavírus. Mas a técnica da Vigilância Epidemiológica explica que o uso das luvas causa uma falsa segurança, uma vez que “a transmissão do vírus é através de gotículas, as portas de entrada são boca, nariz e olhos, então não adianta utilizar a luva e levar as mãos ao rosto, pois a contaminação pode acontecer da mesma forma”, explica.

Mas, ainda de acordo com Andrea Rodrigues, as luvas devem ser usadas em qualquer contato com o paciente com a Covid ou seu entorno e, após o contato deve ser realizada a higiene das mãos imediatamente e as luvas não podem ser reutilizadas. O descarte dessas luvas deve ser feito em um saco de lixo a parte, bem fechado e descartado em lixo comum.

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